A revista satírica francesa Charlie Hebdo foi alvo de um ataque terrorista em 7 de janeiro de 2015, em sua sede, no centro de Paris, depois de publicar caricaturas do profeta Maomé. Foto ilustrativa. (JOEL SAGET / AFP)
 © AFP

Uma mulher que vestia uma camiseta estampada com uma capa da revista satírica francesa Charlie Hebdo foi ferida sem gravidade com arma branca neste domingo (25) em Hyde Park, em Londres, informou a polícia, que pediu colaboração para encontrar o autor do ataque.

“A polícia recebeu uma ligação dos serviços de resgate às 15h34 de domingo por uma agressão em Speaker’s Corner”, no Hyde Park, explicou a polícia da capital em nota. “Os policiais que foram ao local encontraram a mulher, de 39 anos, com um pequeno corte na cabeça”, acrescentou o comunicado.

Em vídeos amplamente compartilhados nas redes sociais, uma pessoa vestida de preto se aproxima da mulher que vestia uma camiseta com o desenho de uma capa da revista satírica Charlie Hebdo. Em seguida, a mulher aparece com a cabeça sangrando, atendida por agentes de uma viatura policial que se encontrava perto do local.

revista foi alvo de um ataque terrorista em 7 de janeiro de 2015, em sua sede, no centro de Paris, depois de publicar caricaturas do profeta Maomé. Os autores do ataque, os irmãos Kouachi, mataram 12 pessoas e depois fugiram.

De acordo com a polícia, a mulher atacada em Londres “foi atendida ali mesmo e depois foi levada a um hospital do centro de Londres”. A vítima não corre perigo, segundo a equipe de segurança.

A polícia afirmou que encontrou uma faca perto da cena do crime e fez um apelo pela colaboração de eventuais testemunhas. Entretanto, pediu para evitar “especulações sobre o motivo do ataque”. “Estamos nas primeiras fases da investigação e estamos trabalhando duro para encontrarmos o responsável”, insistiu.

Liberdade de expressão

O massacre do Charlie Hebdo gerou um intenso debate sobre a liberdade de expressão na França. Em setembro de 2020, a revista reeditou as caricaturas do profeta, que causaram indignação meio à comunidade muçulmana. Três semanas depois, um paquistanês feriu duas pessoas com uma faca em frente à antiga sede da revista.

Em outubro do mesmo ano, um jovem checheno decapitou um professor de ensino médio que mostrou algumas das caricaturas aos seus alunos em uma aula sobre liberdade de expressão.

(Com informações da AFP)

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