Doze dias depois de o presidente Jair Bolsonaro abortar a criação do programa “Renda Brasil”, dando um suposto fim à tentativa de seu governo de ampliar e substituir o Bolsa Família, líderes do Congresso Nacional debateram neste domingo (27) com o ministro da Secretaria do Governo, general Luiz Eduardo Ramos, a articulação de um pacto para aprovar o novo programa social Renda Cidadã na Constituição Federal.

Segundo o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR) o encontro dos líderes com o ministro na Liderança do Governo na Câmara promoveu avanços no texto que será apresentado por Bolsonaro ao Congresso.

Resultado que considerou ter sido um “ótimo trabalho em equipe”, fruto do encontro que também teve a presença do líder do Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), e o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta da emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo e do Orçamento de 2021.

“A reunião foi terminou agora às 13h e avançamos no texto que será apresentado ao presidente Bolsonaro e aos líderes da câmara e do senado para sugestões. Senadores Marcio Bittar, Eduardo Gomes e ministro Ramos trabalhando por um Brasil melhor. Renda cidadã”, escreveu Ricardo Barros, no Twitter.

Recomeço

Ao sepultar o Renda Brasil, Bolsonaro reagiu à repercussão negativa do que chamou de “devaneio”: a proposta de garantir recursos para o programa, congelando benefícios como aposentadorias e pensões, anunciada pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

“Congelar aposentadorias, cortar auxílio para idosos e pobres com deficiência, um devaneio de alguém que está desconectado com a realidade. Como já disse jamais tiraria dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos. […] E a última coisa, para encerrar: Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, disse Bolsonaro, em tom de irritação nas redes sociais, no dia 15 deste mês de setembro.

Diário do Poder

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