No dia 17 de julho, o Sassuolo, clube que ficou em oitavo lugar no último Campeonato Italiano, completou 100 anos de fundação. Entre as comemorações do aniversário, a diretoria neroverdi iniciou uma série de votações nas redes sociais para que os torcedores escolhessem a equipe do Centenário. Até o momento, seis integrantes foram escalados para o time ideal e entre os escolhidos consta um brasileiro: o lateral esquerdo Rogério.

Formado nas categorias de base do Internacional, o jogador de 22 anos foi negociado com a Juventus antes de estrear pelo profissional do clube gaúcho. Da equipe de Turim, Rogério foi emprestado ao Sassuolo, onde posteriormente foi adquirido em definitivo e se encaminha para a quarta temporada.  Desde 2017 na equipe, o lateral disputou 66 jogos e, para ser eleito melhor lateral esquerdo da história do clube, desbancou o atual companheiro Federico Peluso, italiano de 36 anos e que está há seis temporadas no Sassuolo, com 181 partidas jogadas.

“Me sinto lisonjeado. Foi uma votação contra um jogador que tem muitos jogos pela equipe e ser escolhido pelo torcedor me deixou surpreso e feliz. É uma recompensa e um gás a mais para seguir trabalhando. Talvez o meu estilo de jogo mais ofensivo, imprevisível, agrade mais ao torcedor. O Peluso já demonstrou ser um grande jogador ao longo de várias temporadas.

Mas foi uma votação bem apertada”, contou Rogério, eleito com 53% dos votos, em entrevista exclusiva ao oGol.  Apesar da concorrência tanto por uma vaga no time titular quanto para ser o escolhido ao posto de lateral-esquerdo do Centenário, Rogério garantiu que a relação com Peluso é saudável e que o italiano é um dos companheiros que mais o ajudou desde sua chegada ao clube.

“Um dos motivos para eu ter vindo para a Itália bem novo foi o futebol ser tático e defensivo. Isso era uma das minhas maiores deficiências. O Peluso me ajuda bastante, desde o início. Eu não entendia muito bem a fase defensiva e ele sempre conversou comigo, tentando me ajudar ao máximo possível. Nossa relação é das melhores e ele sempre esteve ao meu lado. É um cara que eu vou levar para o resto da minha vida”, revelou o brasileiro.

Além do brasileiro, já foram escolhidos para o time do Centenário o goleiro Andrea Consigli e o meia-central Francesco Mangnanelli, ambos veteranos e na ativa com as cores do Sassuolo, o lateral-direito Sime Vrsaljko, hoje no Atlético de Madrid, e os zagueiros Paolo Cannavaro, aposentado, e Francesco Acerbi, atualmente na Lazio.  Ambição e estilo de jogo Uma das gratas surpresas da temporada passada foi a Atalanta.

A equipe de Bérgamo ficou em terceiro lugar na Série A e foi até às quartas de final da Liga dos Campeões, sendo eliminada nos últimos minutos pelo PSG.  A história do Sassuolo entre os grandes da Itália é mais recente. O time neroverdi estreou na elite em 2013/14 e obteve a melhor colocação na Serie A em 2015/16, com o sexto lugar e a vaga para os play-offs da Liga Europa.

Para Rogério, o clube caminha para seguir crescendo e ser mais um time italiano em destaque internacional.  “Creio que não falta muito. A Atalanta tem um estilo de projeto, aposta em jogadores mais experientes. O Sassuolo sempre acreditou e deu mais oportunidades aos jovens. São políticas diferentes.

Nós já fizemos um grande campeonato, brigando pela Liga Europa até o final. Esse ano vai ser de mais ambição. É um clube muito bem estruturado, com estádio próprio e CT novo. Vai depender de nós (jogadores), de darmos um algo a mais que não demos na temporada passada. Nós deixamos a vaga escapar por detalhes.

O time está bem forte e mantendo os jogadores, faremos uma grande campanha”, projetou o lateral.  Além do adversário italiano, outro clube que chamou atenção dos apaixonados por futebol na temporada passada foi o RB Leipzig. Questionado se algum clube, técnico ou jogador o agrada no cenário europeu, o brasileiro elogiou o trabalho desenvolvido pela equipe alemã e viu similaridades entre o seu estilo de jogo e o do semifinalista da Liga dos Campeões.

“Um time que eu acompanhei muito foi o RB Leipzig. É um estilo de futebol que me agrada bastante, com muita liberdade para os jogadores e em constante movimentação. É um futebol propositivo, com muitas chances de gol criadas, que valoriza o jogador e dá espaço para a criatividade. É o que fazemos aqui no Sassuolo.

Eu me identifiquei muito e acredito que terem chegado aonde chegaram é por conta do time forte que tiveram durante o ano”, revelou o brasileiro.  Sonho com a seleção principal Embora Rogério não seja tão conhecido pelo público brasileiro, já que rumou muito jovem para o exterior, o jogador tem uma longa e vitoriosa passagem pelas seleções de base.

O lateral disputou o Mundial S17, em 2015, o Sul-Americano S20, em 2017 e, no ano passado, foi campeão do Torneio de Toulon, na França. Credenciais que o fazem pleitear um lugar no grupo comandado por Tite.

“Seria um sonho. Venho trabalhando para isso e tenho histórico de convocação para as seleções de base. Por uma lesão, perdi metade da temporada passada, mas se Deus quiser, vou fazer um grande ano e se o professor achar que é o meu momento, vou estar preparado’, finalizou o jogador.

O Gol

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