Ex-presidente Lula disse que não vê problema em se candidatar a presidente da RepúblicaSérgio Lima/Poder360

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer apelo por uma reunião do G20, grupo que reúne os 20 países com as maiores economias, para discutir a pandemia e uma distribuição igualitária de vacinas contra a covid-19.

Em entrevista publicada nesta 6ª feira (19.mar.2021) pelo jornal francês Le Mondeo petista disse que a vacina não deveria ser um produto de mercado, mas “se tornar um bem comum da humanidade”. No meio da semana, Lula já havia dado uma entrevista à CNN norte-americana em que tocou no assunto.

“Desde o início da pandemia, nem o G20 nem o G8 se encontraram para falar sobre o assunto. É urgente. Apelo ao presidente Emmanuel Macron [da França]: chame o G20. Ligue para Joe Biden [EUA], Xi Jinping [China], Vladimir Putin [Rússia] e o resto. Estamos em guerra, é a Terceira Guerra Mundial e o inimigo é muito perigoso”, afirmou Lula.

Repetindo o que havia dito na 1ª entrevista depois de retomar os direitos políticos –e voltar a ser elegível–, disse que não sabe se será candidato a presidente da República em 2022, mas que não vê problema em concorrer.

“Eu tenho 75 anos. Em 2022, na época das eleições, terei 77. Se eu ainda estiver em plena forma, e for estabelecido um consenso entre os partidos progressistas deste país para que eu seja candidato, bem, não verei nenhum problema em ser. Mas já fui candidato antes, fui presidente e servi por 2 mandatos. Também posso apoiar alguém em boa posição. O mais importante é não deixar Jair Bolsonaro governar mais este país”, declarou.

O ex-presidente defendeu a criação de um comitê de crise para enfrentar a pandemia no Brasil. Chamou o presidente Jair Bolsonaro de “ignorante” e “genocida”, e criticou seu governo.

“Bolsonaro acredita que, ao se recusar a admitir a gravidade da pandemia, a economia vai se recuperar novamente. A única cura é vacinar o povo brasileiro”, declarou.

Ainda ao criticar Bolsonaro, Lula falou das ações do presidente para “armar” a população. Disse que as pessoas precisam de empregos, livros, investimentos em cultura”.

“Comecei na política nos anos 1970 e nunca vi meu povo sofrer como hoje. Pessoas morrendo nos portões dos hospitais, a fome voltou. E, diante disso, temos um presidente que prefere comprar armas de fogo ao invés de livros e vacinas. O Brasil é chefiado por um presidente genocida. É realmente muito triste.”

Poder360

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui