Lula teve julgamento que ocorreria no dia do próprio aniversário adiado

Após negativa do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou nesta terça-feira, 27, a análise do recurso da defesa do ex-presidente Lula, que pede a mudança de regime inicial de cumprimento de pena e redução do valor mínimo de indenização imposto pela condenação no caso do triplex do Guarujá. A mudança no julgamento, que seria realizado no dia em que o presidente completa 75 anos, foi assunto do programa 3 em 1, da Jovem Pan, nesta terça. O comentarista Rodrigo Constantino afirmou que ver mais uma notícia do tipo sobre o ex-presidente traz uma “sensação de déjà vu” para ele.

“Lula é um bandido, condenado, julgado em várias instâncias. Não é perseguido em coisa alguma, destruiu a economia brasileira e quase levou junto a democracia”, afirmou Constantino. Ele disse, ainda, que o presidente usa todos os artefatos disponíveis para quem é “multimilionário e poderoso como ele” para protocolar recursos do tipo e que as evidências sobre o crime cometido no caso do triplex já foram reconhecidas por juízes e desembargadores. “É uma narrativa sem pé nem cabeça que ainda ludibria 10, 15% de brasileiros que mesmo que enxergassem o Lula matando uma criança iam dizer que isso não aconteceu. Esse pessoal não quer pensar, não quer enxergar nada. é casado com o Lula”, criticou.

Para Josias de Souza, a artimanha feita pela defesa é uma “tentativa de alterar o placar do jogo depois da prorrogação” e a realização do julgamento no dia em que o ex-presidente completa 75 anos seria uma forma de que o STJ o presenteasse com uma dose de realidade. “A defesa do Lula entrou naquela fase em que não havendo mais argumentos para se contrapor às acusações que constam dos processos, ficam recorrendo a todos os artifícios e todas as firulas jurídicas para protelar as decisões judiciais”, afirmou. Thais Oyama concordou com Josias, mas apontou que o adiamento também pode ser uma artimanha para aguardar o julgamento da suspensão do ex-ministro Sérgio Moro.

“Esse julgamento é muito importante para o Lula porque pode inclusive anular essa condenação neste caso do triplex do Guarujá. Quem entrou com essa ação [da suspensão de Moro], claro, foi a defesa do Lula, que acusa o juiz de ter sido parcial nesse caso”, explicou. Lembrada de que Lula também recebeu uma sentença por ação envolvendo o sítio de Atibaia, de outra juíza, Oyama afirmou que a contestação é uma estratégia estudada pelo partido de toda forma. “Do ponto de vista do PT, uma eventual condenação ou suspensão declarada do juiz Sergio Moro abriria uma porteira para entrarem os advogados pagos a preço de ouro para reiniciar uma discussão”, afirmou.

Confira o 3 em 1 desta terça-feira, 27, na íntegra:

Jovem Pan 

 

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