8 clubes assinam criação da liga do futebol brasileiro Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo

O Cruzeiro e a Ponte Preta se uniram ao Flamengo e aos times paulistas da Série A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Red Bull Bragantino) e assinaram, nesta terça-feira, o documento de criação da liga de clubes do futebol brasileiro.

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Com a concordância dos oito clubes, a nova organização pode ser lançada ainda nesta terça-feira. Certo já está que será batizada de Libra. Outra possibilidade é que ela seja anunciada na semana que vem em evento na CBF.

Os dirigentes de clubes da Série A e B se reuniram na manhã desta terça-feira um hotel de luxo em São Paulo, onde discutiram a proposta da Cadajas Sport Kapital (CSK), do advogado Flavio Zveiter. A empresa tem o suporte do banco BTG. No debate, resta ainda o desafio de entender como será a divisão de receitas.

A proposta do bloco que assinou a criação da Liga é de distribuição 40% distribuídos iguais, 30% por classificação e 30% por engajamento. Quem não assinou ainda contesta os percentuais e sugere adequações tanto na Série A como na Série B. O grupo do Forte Futebol prefere que a divisão seja 50-25-25.

Os demais clubes concordaram em decidir sobre a adesão ou não ao projeto até o próximo dia 12, também em função dessa divisão. A maior parte deles faz parte do grupo Forte Futebol, que quer uma cota financeira maior para os clubes emergentes. Entre eles está o maior oposior do projeto em curso, o presidente do Athletico-PR, Mário Celso Petraglia.

— Quem estava preparado para assinar, assinou hoje. Quem depende de aprovação de conselho, assina no dia 12 — disse o presidente do Santos, Andrés Rueda, um dos signatários da proposta.

Atlético-MG e Vasco se interessaram pela ideia, mas ainda não assinaram. Botafogo e Fluminense também enviaram representantes, porém ficaram de analisar as condições . O Flamengo capitaneou as discussões ao lado dos clubes paulistas.

O Botafogo se posicionou através do CEO Jorge Braga:

“Participei na manhã de hoje de uma importante reunião em São Paulo com representantes de grandes clubes do Brasil. Em pauta, a constituição da Liga, que o Botafogo sempre defendeu a estruturação pois entende que esse é o futuro do produto futebol brasileiro. O papel do Botafogo nesse processo é de racionalidade. Nossa posição é de união, inclusão e valorização do produto, buscando consenso. Concordamos com a visão, o conceito e estamos avaliando tecnicamente a melhor estratégia para decisão em conjunto com John Textor. Não há motivos para açodamentos. O Botafogo tem ciência do seu valor, da capacidade da Liga e vai lutar pelo formato que alie os seus interesses e dos clubes como um todo”, afirmou Braga.

O próximo passo é reunir os 40 principais clubes do futebol brasileiro, das Séries A e B, na sede da CBF, no dia 12, para uma posição em consenso.

Desde o ano passado, a Codajas sustenta que tem investidores interessados em aportar US$ 1 bilhão no projeto. O percentual de quanto isso compraria ainda precisa ser discutido pelos clubes, após a criação da liga.

Extra 

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