Operação mira alvos ligados à diretoria de Abastecimento da Petrobras — Foto: Sergio Moraes/Reuters

A Polícia Federal (PF) deflagrou a 77ª fase da Operação Lava Jato na manhã desta terça-feira (20). Nesta fase, os alvos são ex-funcionários e um atual funcionário da Petrobras suspeitos de receber R$ 12 milhões em propina em operações estrangeiras de diesel e querosene de aviação, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, sendo cinco deles no Rio de Janeiro e dois em Niterói.

Segundo a PF, os alvos são ligados à diretoria de Abastecimento da Petrobras, e as investigações são desdobramentos de outras três fases da Lava Jato que apuraram pagamento de propina na área de trading da empresa.

“Há indícios que, ao longo dos anos, os agentes públicos atuaram para beneficiar empresas estrangeiras em esquemas de corrupção variados, recebendo em contrapartida cifras milionárias a título de propina”, afirmou o procurador da República Athayde Ribeiro Costa.

As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Investigações

Segundo a PF, as investigações começaram após a 57ª fase da operação, que prendeu seis pessoas investigadas pelo pagamento de US$ 31 milhões em propinas pagas a funcionários da Petrobras por empresas estrangeiras que atuam na compra e venda de petróleo e derivados.

Com informações colhidas nestas fases, de acordo com a PF, as investigações chegaram a outros seis envolvidos no esquema, que são alvo da investigação desta terça-feira (20).

As operações investigadas nesta fase, segundo o MPF, foram realizadas pelos escritórios da Petrobras em Londres, Singapura e Houston, e envolveram a compra e venda de mais de 3,3 bilhões de litros de combustíveis entre 2005 e 2015.

De acordo com o MPF, foram identificadas pelo menos 61 operações suspeitas de compra e venda de combustíveis.

As investigações também apontam que os alvos forneciam informações privilegiadas sobre a programação de importações e exportações da Petrobras e sobre os lances que seriam apresentados pela estatal em concorrências internacionais.

Segundo o MPF, houve vazamento de informações privilegiadas em 12 concorrências para fornecimento de 1 bilhão de litros para petroleiras do Uruguai e Paraguai.

De acordo com a PF, os investigados recebiam vantagens indevidas que eram calculadas com base na quantidade de produto negociado.

AgoraNotíciasBrasil 

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