A juíza Ariadne Villela Lopes, da 17ª Vara Criminal, não converteu a prisão em flagrante de Tarinni Torres Cavalcanti, conhecida como Tata Torres, em preventiva, durante audiência de custódia, na última sexta-feira, dia 28.

A magistrada considerou que a conduta criminosa imputada a moça não se caracteriza por violência ou grave ameaça e determinou apenas o comparecimento mensal ao juízo para informar e justificar suas atividades. Ela é acusada dos crimes de falsidade ideológica e falsa identidade, e responde por mais de 30 casos de estelionato e outras fraudes, sobretudo contra o mercado imobiliário.

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De acordo com investigações da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Tata Torres mantinha uma clínica de estética e um apartamento na Barra da Tijuca sem pagar nada de aluguel, “dando um grande prejuízo aos seus proprietários“. Embora ostentasse uma vida de luxo nas redes sociais, ela não tinha despesas porque tudo que possuía ou utilizava estava em nome de terceiros.

— Ela vivia a vida toda pulando de identidade em identidade de terceiros para não pagar nada. Não pagava conta porque usava cartão de crédito de terceiros, não pagava aluguel porque, quando era despejada, a conta estava em nome de terceiros e por aí vai. Vivia sem pagar nada. Foi pega com um carro alugado em nome de terceiro. Por isso, não tinha despesa. Vivia às custas de vítimas aleatórias — explicou o delegado Pablo Sartori, titular da DRCI.

Tata Torres foi abordada por policiais da especializada em um “self storage”, também na Barra da Tijuca, na última quinta-feira, sendo presa no momento em que se identificou como Amanda por meio de uma identidade exibida no seu celular. Ela tinha ainda outra identidade em nome de Paula, identificação falsa que também aparecia em um contrato de locação e ainda a cópia da carteirinha de vacinação contra Covid-19.

As investigações mostram que ela estava em um imóvel alugado no nome de terceiros, mas foi despejada do local e levou todos os móveis para um depósito, onde também fez um contrato em outro nome. Os agentes monitoraram a suspeita e, quando ela foi buscar os pertences, a abordaram. O inquérito aponta que a Tata Torres conseguia a documentação de pessoas próximas, que estudaram com ela ou até com clientes de sua clínica.

— Ela tentava obter todos os dados e xerox de documentos para, em algum momento, criar nova identidade e virar aquela pessoa por um período. Em regra, conseguia documentos se aproximando das pessoas com as quais fez cursos ou clientes da clínica dela — detalhou o delegado.

Folha de Pernambuco 

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