Jorge Jesus está satisfeito no Flamengo, que por sua parte fará todos os esforços possíveis para renovar com o técnico. Mas nem tudo é simples: a pandemia transformou todo o cenário do futebol e o treinador português não sabe como será o futuro.

Os indícios levavam a crer que um acordo entre Jesus e Flamengo era uma questão de tempo. O treinador deixou claro por mais de uma vez que deixaria o clube apenas em caso de proposta interessante na Europa, e no caso de projetos em que possa brigar pela Liga dos Campeões.

Mas a crise provocada pelo coronavírus tornou tudo incerto. Na Gávea, a situação financeira, antes confortável, agora é delicada, mesmo com o clube em posição mais estável que os seus rivais no Brasil. A crise não poupou ninguém e já há cortes de salários de funcionários e demissões.

Para piorar, o Euro teve subida substancial, o que afeta diretamente a negociação com Jorge Jesus. “Tudo isto alterou, não só o meu pensamento, mas sobretudo isso. Neste momento não tenho nada em mente, tenho de viver o dia-a-dia, saber o que vai acontecer em função desta epidemia e tomar decisões. Tenho dois meses, até para os dirigentes do Flamengo para decidirem o que é melhor para eles.

Sentimos que criamos uma grande equipe. Isso é um dos fatores que me motiva muito mais a continuar, e a forma como também tenho sido tratado. Tenho dois meses para decidir a minha vida”, comentou em entrevista à imprensa portuguesa antes de embarcar para o Brasil, de volta das férias.

“Sinto que o Flamengo quer-me muito e isso para mim é determinante, ter um clube que me quer muito. Assim como ter a nação do Flamengo com a mesma ideia, isso será determinante para a minha decisão”, disse. Jorge Jesus garantiu que o fato de a pandemia estar no seu auge no Brasil, enquanto parece melhor controlada em Portugal, não muda seu pensamento.

“Não me preocupa, estou mentalizado. Eu e toda a gente no mundo tem de estar mentalizada que enquanto não houver vacina temos de saber conviver com o vírus. Não há volta a dar, quem pensar o contrário se calhar ainda tem de ficar um ano em casa.

Portanto, como todos nós temos de viver com este vírus, para mim, estar em Portugal ou no Brasil é igual”, garantiu.

O Gol 

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