Jorge Jesus vive temporada abaixo do esperado no BenficaImagem: Gualter Fatia/Getty Images

Cada vez mais pressionado pelos sucessivos tropeços no comando do Benfica e já enfrentando pedidos de demissão vindos de torcedores e das redes, Jorge Jesus dará hoje (18) sua última cartada para tentar um título relevante em sua temporada de volta para casa.

O ex-comandante do Flamengo recebe o Arsenal, a partir das 17h (de Brasília), no jogo de ida da primeira rodada da fase de mata-matas decisivos da Liga Europa, para evitar um novo fracasso, melhorar sua situação e ter o direito de continuar sonhando à frente do time português.

A segunda competição interclubes mais importante da temporada virou a esperança de salvação para o Benfica porque, nos outros campeonatos relevantes que ele disputa ou disputou em 2020/21, o estrago já está feito.

A lista de vexames começou logo nos primeiros dias da temporada. Mesmo tendo investido 105 milhões de euros (R$ 680 milhões) na chegada de reforços, um recorde na história do futebol da terra de Cristiano Ronaldo, o time lisboeta não conseguiu passar nem pelas fases preliminares da Liga dos Campeões.

A derrota para o PAOK, time grego na época dirigido por Abel Ferreira (hoje no Palmeiras), era um alerta de que as coisas não caminhavam bem. Cinco meses depois, a equipe ainda não se acertou e ocupa apenas a quarta colocação no Campeonato Português.

Com 38 pontos conquistados em 19 rodadas, o Benfica já está 13 pontos atrás do Sporting, líder da competição. Para piorar: sua classificação atual só dá vaga para a Conference League, torneio que a Uefa irá estrear na próxima temporada e que equivale a uma espécie de “Série C” continental.

O time, que também já foi eliminado da Taça da Liga portuguesa, ainda está vivo na Taça de Portugal e só precisa de mais dois jogos para levantar o troféu. Mas esse é um título que só é realmente comemorado por equipes pequenas do país e que nem serve como “prêmio de consolação” para o gigante de Lisboa. Por isso, o que restou mesmo foi a Liga Europa.

O trabalho feito por Jesus até o momento é o pior dentre todos os técnicos que estiveram no estádio da Luz nos últimos 12 anos. Com apenas 66,7% dos pontos conquistados, ele tem um aproveitamento inferior às das quatro gestões anteriores a sua (incluindo a da sua passagem anterior pelo clube).

“Desistir não é uma opção. A equipe tem dado sinais de melhoria de jogo para jogo. Estamos com mais intensidade e velocidade”, disse o treinador, após o empate por 1 a 1 com o Moreirense, no domingo (14).

Apesar do otimismo de Jesus, o 15º “tropeço” da equipe em 34 jogos na temporada levantou novamente na imprensa as dúvidas sobre sua permanência no cargo. De acordo com o jornal “Record”, a diretoria está incomodada com tantos insucessos, mas não cogita a possibilidade de trocar a comissão técnica antes de junho.

Além do voto de confiança ao treinador, o comando do Benfica não está nem um pouco afim de arcar com a multa rescisória de 10 milhões de euros (R$ 65 milhões) existente no contrato do treinador. Por isso, a opção, por enquanto, é dar mais tempo para que ele tente colocar o time no lugar e, quem sabe, até vencer a Liga Europa.

Últimos técnicos do Benfica

Jorge Jesus (desde 2020) – 66,7% de aproveitamento
Nélson Veríssimo (2020) – 72,2% de aproveitamento
Bruno Lage (2019-2020) – 72,4% de aproveitamento
Rui Vitória (2015-2019) – 73,3% de aproveitamento
Jorge Jesus (2009-2015) – 75,4% de aproveitamento
Quique Flores (2008-2009) – 61,4% de aproveitamento

Uol

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