O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), um dos alvos da operação da Polícia Federal desta quarta-feira (27), criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou busca e apreensão de celulares e computadores.

Além de afirmar que o STF não passa de um “puxadinho do PT”, a serviço dos ex-presidentes Lula e FHC, Jefferson acusou o ministro Alexandre de Moraes de “advogado do PCC”, durante entrevista ao programa “Gente”, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, nesta manhã.

Jefferson se referia à organização criminosa que controla presídios em quase todo o País, considerada a maior do continente. “Ele não tem qualidade moral nem qualificação profissional para estar no Supremo”, afirmou o ex-deputado, referindo-se ao ministro do STF

Defesa da dissolução do STF

O político afirmou também que a presença de Moraes no STF “é um aborto”, explicada apenas por suas ligações políticas. O ministro Alexandre de Moraes foi indicado para compor o Supremo pelo então presidente Michel Temer, de cujo governo era ministro da Justiça.

O ex-deputado disse que está sofrendo uma represália pelas opiniões que tem manifestado sobre o comportamento do STF, que, segundo ele, está empenhado em impedir que o presidente Jair Bolsonaro governe. Por essa razão, ele defende a aplicação, pelo presidente, o do artigo 142 da Constituição que, segundo ele, permite a dissolução do STF. “Não seria golpe, seria um contragolpe”, afirmou.

O presidente do PTB estava indignado também com o fato de um ministro Alexandre de Moraes haver determinado busca e apreensão na casa de sua ex-mulher, de quem está separado há 22 anos. Jefferson se casou novamente há 18 anos. “É uma violência pessoal, familiar”, disse ele, revoltado.

Diário do Poder 

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