O “Leão” foi às lágrimas a falar de suas crias. Zlatan Ibrahimovic deu uma coletiva incomum em seu retorno à seleção sueca, com toques de humildade e sem esconder as emoções, embora sem deixar de lado seu lado mais “fanfarrão”. “Eu prometi ao técnico ser decisivo, então tenho de começar a ser”, explicou logo Ibrahimovic sobre o seu acordo com o ex-desafeto, o treinador Janne Andersson.

Ibra deixou claro que se vê como o “melhor do mundo”, embora passando a impressão desta ser a forma de demonstrar a autoconfiança necessária para seguir em frente aos 39 anos. Para o jogador, o passado não conta para a sua volta a seleção, e sim o presente. E o atacante acha que o seu maior desafio é justamente provar a todos que é possível ser competitivo apesar da idade.

“Na minha idade não é normal jogar tão bem como eu jogo, jogar tantos jogos como eu, jogar em um clube como o Milan, que está no topo. Eu quero provar o contrário, e é um desafio diário”, confessou. Apesar de toda a confiança e do histórico de atritos com técnicos – inclusive Andersson – Ibra garantiu que não quer tirar a faixa de capitão de Andreas Granqvist, e também não terá problemas se ficar no banco.

“Não tem problema se ficar no banco, eu só estou feliz e orgulhoso de estar aqui. Eu não exijo ou quero nada, eu só quero ajudar e oferecer aquilo que sei que posso. Se o técnico achar que eu não posso fazer o que deveria, então não estarei aqui”, disse. Sobre a aposentadoria, Ibra evitou cravar quando será sua despedida.

Pode ser em semanas ou em uma década, desde que os resultados venham, discursou. E a próxima temporada deve ser ainda no Milan. “Eu estou confiante em renovar o contrato. Os jogadores do Milan são como filhos. Essa é a atmosfera que criamos e por isso temos sucesso. Eu quero continuar e evoluir. O projeto está saindo”, afirmou.

E por falar de filhos, o momento mais emotivo da entrevista não foi quando perguntado sobre o fim próximo da carreira, mas sim sobre a dura despedida de seu filho para se apresentar na seleção. Vincent chorou pelo pai, e fez Ibra terminar sua coletiva em lágrimas.

“Não foi uma pergunta muito boa”, emocionou-se Ibra, precisando de tempo para se recompor antes de seguir a entrevista.

O Gol 

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