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Conselho da União Europeia lança plano para lidar com escassez de alimentos por conta de guerra na Ucrânia

O Conselho da União Europeia anunciou nesta sexta-feira (25) uma iniciativa para lidar com a escassez de alimentos em países em situação de vulnerabilidade em decorrência da  guerra  na Ucrânia, território considerado um grande exportador de trigo.

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Inspirado no programa internacional Covax de distribuição de vacinas anti-Covid, o programa, denominado pela sigla “FARM”, visa aumentar a transparência das reservas mundiais, garantir o abastecimento aos países de maior risco e incentivar a produção em regiões fragilizadas.

A iniciativa foi divulgada na declaração da cúpula da União Europeia, em Bruxelas. “Este trabalho multilateral deve garantir o funcionamento eficiente dos mercados e fomentar a produção local para reduzir o risco de insegurança alimentar”, informa o texto.

A declaração reforça que “é preciso preservar a integridade das redes de abastecimento de alimentos”, além de pedir atenção para medidas que garantam “preços razoáveis para os alimentos do bloco”.

A União Europeia disse também que apoia a Ucrânia e o seu povo e reforçou que o Conselho Europeu confirma a declaração de Versalhes, reconhecendo as aspirações de adesão do país ao bloco.

Desta forma, o grupo reiterou o seu pedido à comissão para que entregue as suas avaliações em conformidade com o procedimentos de entrada dos tratados.

“A União Europeia continuará a garantir ajuda financeira, política, material e humanitária à Ucrânia. Até agora, aprovou sanções maciças contra a Rússia e a Belarus, que estão a ter efeitos graves, e está pronta para fechar brechas, contrariar possíveis manobras evasivas e impor novas medidas coordenadas para minimizar a capacidade de continuar a agressão”, acrescenta a nota.

O Conselho Europeu também pede a conclusão urgente dos trabalhos sobre as recentes propostas da comissão de apoio aos Estados-Membros, de modo a garantir que o financiamento da UE para refugiados e seus convidados possa ser mobilizado rapidamente”.

Além disso, o comunicado informa que é preciso trabalhar em novas propostas para reforçar o apoio à “UE a este respeito”, levando em conta a destruição e as enormes perdas sofridas pela Ucrânia como resultado da agressão militar russa.

“A União Europeia está empenhada em apoiar o governo ucraniano nas suas necessidades imediatas e, uma vez terminado o ataque russo, na reconstrução de uma Ucrânia democrática”, diz o texto.

Por fim, os líderes do bloco concordam em desenvolver um fundo de solidariedade para a Ucrânia e convida os seus parceiros internacionais a participar para garantir assistência para ajudar o governo de Volodymyr Zelensky a implementar as reformas necessárias.

ig

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