A revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (18) mostra o desejo da mídia liberal de se fazer um governo Bolsonaro sem Jair Bolsonaro.

Com Paulo Guedes – único dos dois “superministros” que sobrou desde a posse -, a Veja desta que 2021 será o “Ano da Virada”, enquanto o ministro mostra seu ranço pelas políticas assistenciais durante a pandemia, que ele já fala como algo que ocorreu no passado, mesmo com o Brasil voltando a registrar mais de mil mortes diárias pela Covid-19.

Guedes cita uma frase que teria sido dita por Bolsonaro para justificar o fim do auxílio emergencial, demonstrando que o benefício ficou no passado.

“O presidente tomou uma decisão. Em vez de furar o teto e desestabilizar o Brasil, ele disse: ‘Eu não sou um populista. Entendo que o auxílio emergencial foi uma resposta à pandemia. Então, se a pandemia foi embora, acabou o auxílio emergencial. Ponto’. Ninguém fala mais nisso”, disse Guedes, para defender a manutenção do teto de gastos.

Em frase solta em meio à entrevista, Guedes afirma, no entanto, sua posição, de que o “auxílio emergencial foi para a pandemia” – com verbo no passado – e faz uma comparação esdrúxula ao relacionar o benefício a “cadáveres para fazer política e fingir que a pandemia está aí”, afirmando que o auxílio às pessoas que perderam a renda – entre as mais de 184 mil que perderam a vida – seria apenas um motivo “para poder pegar a grana do governo”.

“A minha posição sempre foi: o auxílio emergencial foi para a pandemia. Não vamos subir cadáveres para fazer política e para fingir que a pandemia está aí, que voltou só para poder pegar a grana do governo. Não vamos fazer isso, porque é um ataque às futuras gerações. É uma irresponsabilidade”, disse.

Prometendo crescimento de 4% em 2021 sem apresentar planos de retomada da economia – exceto a venda de estatais, como a Caixa Seguridade e o Banco Digital da Caixa, e a abertura de capital das empresas públicas ao sistema financeiro -, Guedes afirma que sem a vacina, “a economia afunda de novo”.

“A vacina está chegando, e a economia está retomando. Estamos quase vencendo, mas não vencemos ainda. Se a vacina não chega, se não chega a vacinação em massa, daqui a pouco pode haver uma volta do distanciamento social, e aí a economia afunda de novo. Precisamos realmente terminar o serviço. E terminar o serviço é fazer a vacinação em massa para impedir a tal da segunda onda”, disse.

Revista Fórum 

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