Imagem do aeroporto de Manaus, o terceiro maior terminal de cargas do Brasil, vai ser administrado pelo grupo francês Vinci
 AFP – CHRISTOPHE SIMON

O grupo francês Vinci anunciou nesta quarta-feira (12) que vai administrar, por 30 anos, sete aeroportos no Brasil. Além de Manaus, que tem o terceiro maior terminal de cargas do país, outros seis aeroportos da região passarão a ser dirigidos pela empresa europeia.

O contrato de concessão foi atribuído pela aviação civil brasileira em abril passado e, segundo um porta-voz do grupo, a Vinci já iniciou suas atividades no local.

Em razão de seu potencial e posicionamento estratégico, o aeroporto de Manaus deve ser o principal investimento do contrato. O grupo francês pretende desenvolver ainda mais a capacidade dos terminais de carga do aeroporto, otimizando suas atividades.

Além da capital do Amazonas, os aeroportos de Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Cruzeiro do Sul, Tabatinga e Tefé serão administrados pelos franceses. Juntos, eles movimentaram 4,7 milhões de passageiros em 2019.

Apoiar a recuperação econômica do Brasil

O grupo francês, que constrói e administra estradas, ferrovias e estádios, tem uma atividade específica de gestão aeroportuária. Com a transação, a empresa passa a operar 53 aeroportos em 12 países da Europa, Ásia e América.

A empresa tem como meta zero emissão de gases de efeito estufa em sua rede até 2050 e anunciou que pretende lançar um “plano de ação ambiental na Amazônia”. Segundo a direção, a iniciativa vai contar com a construção de uma planta de energia solar e um programa de poços de carbono florestal para capturar as emissões residuais de CO2 dos aeroportos.

“Nosso plano é claro: [queremos] aeroportos verdes para um crescimento sustentável”, declarou Nicolas Notebaert, presidente da Vinci Airports, a filial do grupo que dirige a atividade aeroportuária. “Nessa região isolada, onde o transporte aéreo é essencial, Vinci Airports transformará esses aeroportos para que eles sejam mais resilientes e sustentáveis, para apoiar a recuperação econômica do Brasil e preservar o planeta”, completou o dirigente.

RFI

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