A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, teve o cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) cancelado após ser dada como “morta”. No mesmo documento, foi atribuído a ela o apelido de “Bolsonaro”. A informação foi revelada pela ‘Folha de S. Paulo’ e confirmada pelo EXTRA.

Hoffmann precisa provar que está viva para conseguir tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19, prevista para setembro. Ela recebeu a primeira dose no dia 26 de junho em Brasília. A própria unidade de saúde onde a deputada foi vacinada informou que seu Cadastro Nacional do SUS havia sido cancelado por motivo de óbito.

— Levei um susto! Segundo a unidade de saúde, impede (que receba a segunda dose). Me avisaram logo para que eu pudesse regularizar logo a situação – disse a deputada ao EXTRA.

Segundo a parlamentar, já foi feito contato com o Ministério da Saúde via serviço de atendimento, por telefone, solicitando o processo de regularização.

— Vamos aguardar alguns dias. Se não acontecer, terei de tomar medidas judiciais, uma ação de obrigação de fazer.

Em publicação nas redes sociais, Hoffmann disse que o motivo teria sido um ataque hacker ao sistema em 2019 e sugeriu que a fraude deve ter atingido muitas pessoas. A deputada ainda cobrou uma ação por parte do Ministério da Saúde.

“Meu cadastro no SUS foi cancelado por motivo de óbito e consta no documento, como apelido, o nome do Bolsonaro. Segundo informações isso foi em 19, ataque em massa ao sistema. A fraude deve ter atingido muitas pessoas. O q o MS fez para corrigir isso, 2 anos depois? O que vai fazer?”, escreveu a presidente do PT.

A parlamentar recorreu ao deputado Alexandre Padilha (PT-SP), ministro da Saúde na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. O comentário foi feito ontem durante uma reunião da bancada do partido.

Padilha recordou ataques de hackers ao sistema da pasta em 2019, bem como o vazamento de dados de pelo menos 16 milhões de brasileiros que tiveram diagnótico suspeito ou confirmado de Covid-19, entre eles o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como revevou o ‘Estadão’. Na ocasião, o deputado acionou o Tribunal de Contas da União (TCU).

— À época, fizemos uma representação ao TCU, um requerimento de informação de apuração ao Ministério da Saúde e uma audiência pública na Câmara, na qual o ministério disse que estava apurando o que havia acontecido. Até hoje não tivemos resultado dessa apuração — disse Padilha ao GLOBO. — Durante a reunião, eu disse que acreditava que o nome dela deveria ter sido alterado junto com outras pessoas. Inclusive a alteração tem as características desse bolsonarismo à época, essa coisa de citar o Bolsonaro.

Procurado, o Ministério da Saúde ainda não retornou até esta publicação. O espaço segue aberto.

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