A Gazprom anunciou nesta segunda-feira (25) que reduziria drasticamente as entregas de gás russo para a Europa através do gasoduto Nord Stream para 33 milhões de m3 por dia a partir desta quarta-feira (27).
 REUTERS – DADO RUVIC

O novo corte drástico no abastecimento de gás anunciado pela Gazprom é “uma prova adicional” de que a Europa deve “reduzir sua dependência o mais rapidamente possível” da Rússia, afirmou nesta terça-feira (26) o ministro tcheco da Energia, cujo país assegura a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

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“Unidade e solidariedade são as melhores armas que temos contra [o presidente russo Vladimir] Putin e tenho certeza que é isso que vamos mostrar hoje”, declarou Jozef Sikela, antes de uma reunião em Bruxelas com seus homólogos dos 27 países-membros para chegar a um acordo sobre um plano para reduzir o consumo de gás na UE.

A Gazprom anunciou nesta segunda-feira (25) que reduziria drasticamente as entregas de gás russo para a Europa através do gasoduto Nord Stream para 33 milhões de m3 por dia a partir desta quarta-feira (27), usando como argumento a necessidade de manutenção de uma turbina. O volume que será fornecido corresponde a aproximadamente 20% da capacidade do gasoduto.

A Comissão Europeia havia proposto na semana passada reduzir a demanda de gás na Europa em 15% a partir de agosto, a fim de superar a queda no abastecimento russo e passar o inverno sem maiores problemas. A Rússia foi responsável por cerca de 40% das importações de gás da UE até o ano passado.

Para o analista italiano Simone Tagliapietra, a Rússia busca sobretudo fazer com que os preços do gás subam no mercado mundial para reforçar a inflação que atualmente desestabiliza a Europa. Na noite desta segunda-feira, logo após o anúncio da Gazprom, o preço do gás subiu 10%.

(Com informações da AFP)

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