A queda da Espanha para a Suécia marcou o fim de uma invencibilidade impressionante, e que curiosamente passou despercebida para muita gente. A seleção sueca simplesmente encerrou uma série histórica da Fúria que perdurava desde 1993 pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. Entre 2008 e 2012, a Espanha dominou o cenário na Europa e no mundo. Não seria de surpreender uma longa invencibilidade no período. Mas a sequência invicta da Fúria vem de muito antes disto.

Iniesta, herói do título mundial, não tinha sequer completado 10 anos na data da última derrota da equipe em eliminatórias para as Copas. Antes da Suécia, o último algoz da Espanha havia sido a Dinamarca, em um período em que a seleção nórdica era a campeã europeia com o apelido de “Dinamáquina”.

Os dinamarqueses venceram por 1 a 0 no que foi o único revés espanhol nas 12 partidas disputadas naquela eliminatória. Há quem possa pensar que, apesar das quase três décadas de invencibilidade, a Espanha possa ter jogado apenas uma dúzia de jogos por eliminatórias.

Não é bem assim: foram 66 partidas sem derrota no período. A (baixa) qualidade dos rivais é outro argumento para justificar tanto tempo sem perder, e realmente a Fúria poderia ser apontada como favorita contra praticamente todos os adversários.

No entanto, muitos dos jogos foram duros, contra seleções como Dinamarca, Iugoslávia, República Tcheca, Sérvia, Bósnia, Bélgica, Turquia e até as mais tradicionais França e Itália. Mais importante que o fim da invencibilidade é a disputa direta por uma vaga no Catar em 2022. Com a derrota, a Espanha caiu para o segundo posto nas eliminatórias e perdeu pontos importantes contra o adversário direto pela classificação.

A Suécia lidera o grupo B com nove pontos em três jogos, contra sete em quatro da Fúria. Apenas uma seleção avança diretamente, sem repescagem, e Kosovo, Grécia e Geórgia dificilmente vão ameaçar suecos e espanhóis.

O Gol 

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