A rue de Rivoli deserta em Paris durante um toque de recolher nacional na França, 15 de dezembro de 2020.
 REUTERS – GONZALO FUENTES

A França fechará suas fronteiras para países fora da União Europeia a partir de domingo (31), “a menos que haja um motivo convincente”, para tentar conter a propagação da epidemia de coronavírus, anunciou o primeiro-ministro francês Jean Castex nesta sexta-feira (29).

O primeiro-ministro francês, que considerou ainda haver “uma oportunidade para evitar um novo lockdown”, e anunciou também o fechamento de grandes centros comerciais e o reforço dos controles sobre o cumprimento do toque de recolher em vigor, em declarações proferidas no Palácio do Eliseu ao fim do Conselho de Defesa, na capital francesa.

“Será proibida qualquer entrada na França e qualquer saída do nosso território de ou para um país de fora da União Europeia, a menos que haja uma razão imperiosa, a partir da meia-noite de domingo”, disse Castex.

O premiê francês também especificou que um teste PCR negativo seria necessário para qualquer entrada na França a partir de qualquer país da União Europeia, “com exceção de trabalhadores transfronteiriços”. Esta medida, já em vigor desde domingo passado para o transporte marítimo e aéreo, deve, portanto, ser extendida ao transporte terrestre.

Finalmente, “todas as viagens de e para todos os nossos territórios ultramarinos também estarão sujeitas à apresentação de motivos convincentes a partir deste domingo”, acrescentou o chefe de governo em um breve discurso transmitido pela televisão.

Prioridades

Os centros comerciais onde não há venda de produtos alimentícios com superfície maior de 20.000 m2, “isto é, os que mais provocam aglormeração”, vão fechar na França a partir deste domingo, anunciou ainda o primeiro-ministro Jean Castex.

Além disso, a partir de segunda-feira os indicadores de atendimento “serão reforçados em todos os supermercados”, acrescentou.

“A polícia vai se mobilizar para controlar o descumprimento do toque de recolher, a organização de festas clandestinas e a abertura ilegal de restaurantes em proporções crescentes”, anunciou ainda.

Castex especificou que “medidas firmes serão aplicada para quem burlar as normas em vigor”.

RFI

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