NOVA YORK, 14 JUN – A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou neste domingo (14) que existem cinco desafios que a Itália deve enfrentar durante seu projeto de retomada econômica após a emergência do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Durante discurso em uma reunião dos Estados Gerais, que debate o relançamento do país em Roma, a número um do FMI explicou que o governo italiano precisará reduzir a burocracia na administração pública; ter eficiência nos investimentos; realizar uma reforma tributária e usar sua arrecadação para uma recuperação mais inclusiva e justa; fazer a flexibilização das regras para melhorar a concorrência; além de enfrentar as disparidades regionais”.

“Esses desafios são bem conhecidos e esse momento deve ser aproveitado como uma oportunidade para enfrentá-los e seguir em frente”, enfatizou Georgieva, ressaltando que a Itália fará tudo isso com “eficiência”.

A executiva ainda parabenizou o país europeu por lidar com a pandemia da Covid-19 de forma restritiva e exemplar, sendo “o primeiro a proteger agressivamente a população”. “Ao fazer isso, também protegeu o sucesso da economia a longo prazo, e agora está reabrindo com muito cuidado e consideração. Três quartos do mundo estão nesta fase, estão reabrindo”, disse. Durante sua conversa com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, Georgieva pediu para ele ter “coragem” porque é muito importante que a Itália dê um passo adiante neste ano crítico que será 2021, data em que o país presidirá o G20.

“Exprimo minhas grandes esperanças na presidência italiana do G20 em 2021. Senhor presidente do Conselho, você presidirá o G20 no ano da recuperação”, lembrou ela, acreditando que Conte se “concentrará nas prioridades corretas”.

“Para avançar a agenda comercial global, precisamos reformar o sistema comercial mundial para que ele possa prosperar. Em segundo lugar, é necessária legislação em escala global para tributar efetivamente o setor digital. Se o futuro for digital, o sistema tributário precisará ser adaptado”, explicou a diretora do FMI.

Georgieva também recordou que existe um terceiro item: a sustentabilidade da dívida. “Teremos que ser incrivelmente ambiciosos para garantir que a dívida não penetre muito no pescoço do mundo e iniba a recuperação global, especialmente nos países que têm os níveis de dívida menos sustentáveis”. Para a executiva, o próximo ano será a hora para relançar ou perder o acordo de Paris, além de ser um momento chave para a Europa.

“O sonho europeu está se tornando realidade porque a Europa está unida na execução de um pacote de medidas do tamanho necessário para ajudar os países para lidar com o coronavírus e suas consequências econômicas”, concluiu. Conte, por sua vez, ressaltou seu orgulho pelo fato de que a UE reconhece o papel central da Itália durante esta crise. “Ontem, os líderes das instituições europeias reconheceram o papel central que a Itália teve nesta emergência: na linha de frente, mostrando também aos outros o caminho a seguir”. Em publicação no Facebook, o premier italiano disse que os representantes europeus ” expressam um sincero agradecimento e também um profundo senso de gratidão” a todos pela “coragem, senso de responsabilidade, sacrifícios que cada pessoa teve que fazer”. “Fomos um exemplo para a Europa e a gratidão manifestada são dirigidas a cada um de nós. Devemos ter orgulho de tudo isso.  Temos que ter orgulho de ser italiano”, finalizou.

(ANSA)

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