“Todos esses fatos serão acostados aos autos e, quando da apreciação das contas, poderá causar problemas, poderá atrair reprovação de contas, multas, recomendações”, informou o presidente do TCE-PB. (Foto: Walla Santos/ClickPB/Arquivo)

O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, conselheiro Fernando Catão, disse que o TCE-PB vai olhar “com outros olhos” para Lucena e outros municípios que tiverem problemas com a vacinação contra Covid-19. Lucena se tornou algo de investigações do MPF e Ministério Público da Paraíba após erros que levaram crianças a serem vacinadas com doses destinadas a adultos, sendo várias delas vencidas.

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Ao programa Arapuan Verdade desta quarta-feira (19), conforme apurou o ClickPB, Fernando Catão informou que “esse assunto foi trazido ontem (18), inclusive aqui pelo chefe do Ministério Público no tribunal, informando de que estava se acostando aos outros Ministérios no sentido de fazer uma averiguação desse fato.”

Ainda de acordo com o presidente do TCE-PB, “como já está sendo cuidado pelo Ministério Público, não cabe dobrar uma ação. As informações que forem colhidas, nós temos parceria com o Ministério Público em relação a isso. As irregularidades que foram encontradas, nós seremos informados e passaremos a atuar.”

Catão lembra que “evidentemente, o que parecia ser um caso fortuito de um erro na ponta do sistema de aplicação de vacinas, pelas notícias que estão surgindo, tem problemas maiores. E aí, evidentemente, nas fiscalizações que estamos fazendo vamos olhar com outros olhos para o município de Lucena e os demais que apresentarem problemas que nos cheguem ao conhecimento.”

Os erros na vacinação contra Covid-19 podem resultar em reprovação de contas, multas e recomendações. “Todos esses fatos serão acostados aos autos e, quando da apreciação das contas, poderá causar problemas, poderá atrair reprovação de contas, multas, recomendações. Mas sempre um ponto que nós nos preocupamos são esses estoques de medicamento. Sempre havia compra de medicamentos próximos do vencimento. Então fizemos o painel de medicamentos”, completou o presidente do Tribunal de Contas do Estado.

ClickPB

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