O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) defendeu, em um artigo publicado nos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo, a formação de um centro para as eleições de 2022 que, entre outras características, “seja progressista, social e economicamente”

No Brasil, a expressão “progressista” está mais associada ao campo da esquerda, mas seu conceito é mais amplo e, em linhas gerais, indica uma oposição ao conservadorismo.

Entre os políticos que se autodenominam desta forma está Ciro Gomes (PDT), que nesta semana assinou um manifesto ao lado de representantes do PSDB, DEM e Novo. Partidos como PT e PSB também se colocam como progressistas.

Em entrevistas recentes, FHC também disse que imaginava uma aliança de centro progressista como alternativa política ao país. “Defendamos a Constituição, que é democrática, e saudemos os políticos que creem que é melhor apoiar quem possa chegar à Presidência sem representar um extremo”, diz FHC no artigo, sem citar diretamente quem seriam estes extremos, mas indicando um caminho alternativo para o que é chamado por críticos de polarização entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

“Apresentemos aos brasileiros, quanto antes, um programa de ação realista, que permita juntar ao redor dele os partidos e as pessoas para formar um centro, que seja progressista, social e economicamente. Centro que não pode ser anódino: terá lado, o da maioria, o dos pobres; mas não só, também o dos que têm visão de Brasil e os que são aptos para produzir”, completou FHC.

A manifestação de Fernando Henrique Cardoso ocorre em uma semana que ficou marcada por um manifesto em defesa da democracia assinado por seis possíveis candidatos em 2022 que buscam um caminho que evite a polarização vista no segundo turno de 2018 entre o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o PT, que pode ter a candidatura de Lula

Assinaram o manifesto o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), o apresentador Luciano Huck (sem partido), o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), os governadores João Doria (PSDB-SP) e Eduardo Leite (PSDB-RS) e o ex-presidente do partido Novo, João Amoêdo.

‘Não é hora de fulanizar’ No artigo, Fernando Henrique Cardoso evita fazer defesa de nomes e não cita nominalmente nenhum possível candidato deste centro que considera em formação. Citando o ex-deputado Ulysses Guimarães, ele diz que “não é hora de fulanizar” quem seria a personificação deste campo.

“Mas é hora de promover a junção das forças capazes de se contraporem a eventuais estrebuchamentos autoritários, antes que surjam propostas que nos levem a eles. Vejo que alguns políticos se dispõem a agir para evitar que a mesmice predomine. Pelo menos é o que deduzo das declarações recentes de vários líderes da vida brasileira. A eles juntarei minha voz”, disse.

Nesta semana, Fernando Henrique Cardoso recebeu em São Paulo a visita do correligionário Eduardo Leite, possível candidato tucano para 2022. O ex-presidente também é apontado como entusiasta de uma eventual candidatura de Luciano Huck.

Folhapress

Compartilhar:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui