©© Yuri Ferreira Felipe Neto desabafa emocionado

Felipe Neto está sendo intimidado pelo filho do presidente

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) apresentou uma queixa-crime contra o youtuber Felipe Neto por suposto crime contra a Lei de Segurança Nacional. Segundo o pedido do filho do Presidente da República, a tentativa de censura foi enviada ao influenciador digital por ele ter chamado Jair Bolsonaro (sem partido) de “genocida”, após Neto ter tecido comentários sobre a gestão do militar durante a pandemia.

Neto não se calou e afirmou que vai continuar criticando o presidente Bolsonaro pela morte de mais de 270 mil brasileiros:

“Vou enfrentar, como sempre enfrentei, as tentativas de silenciamento por parte desse governo. Vou continuar nessa posição sem medo, porque esse é o objetivo principal dessas pessoas: a imposição do medo. Que você tenha medo. Eles sabem que eu tenho como me defender, que tenho recursos e não vai dar em nada essa acusação completamente descabida e ilegal. Mas eles querem propagar o medo. O povo não deve jamais ter medo do governo. O governo é que deve ter medo do seu povo”, afirmou o youtuber em vídeo.

– Escritor é alvo de censura e terá conta no Twitter suspensa por críticas contra Igreja Universal

Initimação para Felipe Neto depor por crimes contra a Segurança Nacional© Yuri Ferreira Initimação para Felipe Neto depor por crimes contra a Segurança Nacional

Neto foi intimado a depor por crimes contra a Segurança Nacional

Veja desabafo do influenciador:

Outros casos de censura contra críticos de Bolsonaro

intimidação jurídica e policial contra críticos do governo se tornou praxe nos últimos três anos. Até a formação de um grupo de advogados que procuraria aplicar notícias-crime contra brasileiros que criticam o presidente foi feita, a OACB (Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil). Relembre alguns casos de censura e intimidação que envolvem críticas ao presidente:

– O comercial do BB censurado por Bolsonaro era o melhor possível; assista

© Yuri Ferreira

Intimidações são comuns contra quem critica presidente; até o próprio governo federal já foi acusado de censura pelo Ministério PúblicoJovem preso por tweet contra Bolsonaro

Neto não é o primeiro nem o único brasileiro intimidado por aliados do governo após críticas à gestão. No dia 4 de março, o jovem João Reginaldo da Silva Júnior, de 24 anos, foi preso em flagrante por policiais militares da cidade de Uberlândia (MG) por crime contra a Lei de Segurança Nacional. Na ocasião, o jovem havia citado uma visita do presidente à cidade do triângulo mineiro e perguntou se “alguém queria virar herói nacional” no Twitter. Ele foi liberado um dia depois.

Professor universitário proibido de criticar Bolsonaro

© Yuri Ferreira

O ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal, teve de assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) emitido pela Controladoria Geral da União, em que se comprometia a não criticar Jair Bolsonaro em público por 2 anos.

Jornalistas devem depor após falar de investigação contra filho de Bolsonaro

O Jornal Nacional está proibido judicialmente de divulgar informações sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro, investigado por peculato. O filho do presidente teria pegado o salário de funcionário fantasmas e colocado em sua própria conta através do operador Fabrício Queiroz. Os apresentadores do telejornal, Renata Vasconcellos e William Bonner, foram intimados a depor após citarem o caso em rede nacional.

Peça de teatro censurada por governo Bolsonaro

Em 2019, o Governo Federal ordenou que a peça ‘Caranguejo Overdrive’ não fosse exibida no Centro Cultural Banco do Brasil, mesmo após ter sido aprovada em edital, por ter conteúdo político. O próprio Ministério Público Federal entendeu a ordem de Bolsonaro como uma forma de censura.

“As provas dos autos mostraram que o cancelamento da peça ‘Caranguejo Overdrive’ foi feito sem qualquer embasamento constitucional ou legal. De fato, a União, por meio da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, emitiu ordem para que o CCBB cancelasse as apresentações da peça ‘Caranguejo Overdrive’, operando indevida censura ao espetáculo”, afirma documento do MP.

 Hypeness

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