Carlos Henrique Oliveira (foto principal) foi nomeado, nesta quarta-feira (13/05), novo diretor-executivo da Polícia Federal (PF). A decisão assinada pelo ministro da Justiça, André Mendonça foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O cargo é considerado o número dois na corporação. A vaga era ocupada pelo delegado Disney Rosseti.

Oliveira era superintendente da PF no Rio de Janeiro. Posto que deve ser ocupado pelo delegado Tácio Muzzi, que ainda não foi nomeado. O diretor-executivo na corporação é responsável por questões administrativas, como imigração, estrangeiros, registro de armas, controle de produção de substâncias químicas, portos e aeroportos.

No dia 4 deste mês, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou Rolando Alexandre de Souza para o cargo diretor-geral da PF, no lugar de Maurício Valeixo. Ele foi indicado por Alexandre Ramagem, que chegou a ser nomeado para a direção da corporação, mas foi impedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribuna Federal (STF).

Por ser amigo da família Bolsonaro, Alexandre de Moraes alegou desvio de finalidade para impedir a nomeação de Ramagem.

Acusações

As acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mencionam uma suposta interferência na superintendência da PF do Rio. Em depoimento à Polícia Federal no último dia 2, Moro disse que um vídeo feito durante a reunião comprovaria que Bolsonaro o teria pressionado por mudanças na Polícia Federal.

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, na qual o presidente teria pressionado Sergio Moro a trocar o comando da PF no Rio de Janeiro foi exibido na manhã dessa terça-feira (12/05).

Fontes ligadas ao inquérito, conduzido pela Polícia Federal, relataram que o presidente Jair Bolsonaro afirmou querer trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro, mesmo que, para isso, tivesse que demitir o então ministro da Justiça e Segurança Pública. E complementou afirmando que familiares e amigos dele estavam sendo perseguidos e não poderiam continuar a ser “prejudicados” por investigações.

Bolsonaro reagiu imediatamente e negou as informações vazadas. Segundo ele, não há no vídeo, em momento algum, as palavras “Polícia Federal” ou “superintendência”. “Não tenho preocupação nenhuma com a PF. Não tenho família sendo investigada”, reiterou Bolsonaro.

O vídeo da reunião foi assistido por investigadores da PF e da Procuradoria-Geral da República, além do próprio Moro e os advogados. Ainda segundo participantes dessa sessão exclusiva, a fala de Bolsonaro não deixa dúvidas sobre a preocupação do presidente com um cerco da PF aos filhos. O presidente reclama de perseguição, segundo as fontes.

Sergio Moro

Na ocasião, Bolsonaro também teria feito várias críticas e reclamações direcionadas a Moro, afirmando que ele não defendia o governo nos momentos de derrotas jurídicas e pedindo mais engajamento.

O ministro Celso de Mello é o responsável pela decisão sobre a divulgação ou não de trechos, da íntegra ou ao menos de uma transcrição.

A defesa do ex-ministro Moro quer que a íntegra venha a público, já a Advocacia-Geral da União (AGU) não queria sequer entregar o vídeo, alegando questões de segurança nacional. Celso de Mello, porém, não aceitou o argumento.

Metrópoles 

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