Sem contar com Neymar, suspenso, o Brasil sofreu, mas manteve os 100% de aproveitamento nas eliminatórias para Copa do Catar. Na noite desta quinta-feira, a seleção brasileira visitou a lanterna Venezuela, em Caracas, saiu atrás, mas mudou de postura na segunda etapa e virou para 3 a 1.

Destaque para atuação do estreante Raphinha, que entrou no segundo tempo e desequilibrou, participando diretamente da criação de todos os gols brasileiros na partida.  Líder isolado, o time de Tite acumula históricas nove vitórias consecutivas no torneio, e, com 27 pontos conquistados, fica a uma vitória da classificação antecipada para o próximo Mundial.

Brasil vai (muito) mal Os primeiros 45 minutos foram de e pouca velocidade e quase nenhuma criatividade da Seleção Brasileira. Com muita lentidão na saída de bola, a equipe de Tite quase sempre foi controlada pela forte marcação venezuelana. Além de não correr riscos na defesa, a Venezuela ainda encontrou espaços no ataque.

Aos dez minutos, Soteldo apareceu bem pela direita, levantou a cabeça e cruzou na área. Marquinhos e Fabinho escorregaram e Eric Ramírez, que nada tem a ver com isso, testou para o fundo das redes. Mesmo sem apresentar repertório para agredir a Vinotinto, o Brasil ainda criou uma boa oportunidade para empatar a partida.

Aos 22, Paquetá enfiou linda bola para Éverton Ribeiro, que, na cara do gol, tentou servir Gabigol. A defesa venezuelana fez o corte e a bola carimbou o travessão.  Estático, o Brasil seguiu sendo facilmente anulado pelos anfitriões, que ainda criaram chances para ampliar. Aos 43, após lançamento da direita, Peñaranda recebeu na segunda trave a bateu cruzado para defesa de Alisson.

Brilho de estreante, fim de jejum e virada Para o segundo tempo, Tite sacou Éverton Ribeiro e colocou o estreante Raphinha. Funcionou. O atacante do Leeds deu mais intensidade pelo lado direito e fez o Brasil ter mais volume ofensivo. Aos 11, Thiago Silva chegou a marcar o gol de empate de cabeça, mas o árbitro marcou impedimento, confirmado pelo VAR.

Com mais posse de bola, ainda que sem grandes infiltrações, o time brasileiro foi se aproximando da meta adversária e marcou aos 26. Após cobrança de escanteio de Raphinha pela esquerda, Marquinhos surgiu na segunda trave e testou para o fundo das redes.

O gol deu ainda mais confiança para seleção brasileira, que, de forma equilibrada, fechou bem os espaços e aproveitou o desorganização venezuelana para passar a frente no placar. Aos 36, após rápido contra-ataque puxado por Raphinha, personagem central da reação canarinho, Vini Jr recebeu na área e parou no goleiro. No rebote, Gabigol se antecipou à marcação e sofreu pênalti.

Na cobrança, o atacante do Flamengo, que não marcava desde o fim de agosto, foi para a bola e colocou o Brasil na frente. Nos minutos finais, com a Vinotinto ainda mais exposta, a seleção brasileira encontrou espaço para marcar mais um. Aos 50, Emerson acionou Raphinha, que venceu mais um duelo pela direita, invadiu a área e cruzou para Antony, outro estreante na noite, que, livre, deu números finais à partida: 3 a 1.

O Gol 

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