Thiago Silva é um dos três zagueiros do Chelsea, semifinalista da ChampionsImagem: Divulgação

Pela segunda vez nos últimos 15 anos, a Liga dos Campeões da Europa pode ter em sua decisão uma equipe que é adepta de algum sistema tático que prevê a escalação de três zagueiros.

Chelsea (Thiago Silva, Andreas Christensen e Antonio Rüdiger) e Real Madrid (Éder Militão, Raphaël Varane e Nacho Fernández) utilizaram linhas defensivas com três defensores centrais no primeiro encontro das semifinais da Champions.

E o vencedor do confronto pode levar a estratégia para o jogo que vai definir o campeão continental da temporada.

Só que Thomas Tuchel (Chelsea) e Zinédine Zidane (Real Madrid) não são as únicas mentes importantes do primeiro escalão do futebol europeu que têm considerado uma boa ideia a escalação de um trio de zaga.

Depois de um longo período em que armar um time no 3-5-2 ou no 3-4-3 era tratado quase como um ato criminoso, a formação eternizada pela seleção brasileira na conquista do pentacampeonato mundial, em 2002, está novamente na moda no Velho Continente.

No fim de semana passado, nada menos que 38 equipes que disputam algum dos cinco campeonatos nacionais mais importantes da Europa (InglêsEspanholItalianoFrancês e Alemão) apelaram para sistemas táticos com três zagueiros.

Esse número equivale a quase 40% de todos os times que fazem parte dessa espécie de primeiro escalão do futebol. E é relativo a apenas uma única rodada. Se fosse contabilizada a temporada toda, certamente seria muito maior.

Na Espanha, os três maiores clubes do país (Barcelona, Real e Atlético de Madri) usam ou usaram durante os últimos meses alguma formação com linha defensiva tripla. A Inter de Milão, que está prestes a ser campeã na Itália, é outro clube grande fã do sistema. Na Inglaterra, Chelsea, Leicester e West Ham são seus representantes mais fortes.

A ressurreição dos esquemas com três zagueiros no cenário europeu tem uma responsável direta. Foi a Juventus quem tirou a formação do esquecimento em meados da década passada e chegou à final da Champions 2016/2017 jogando dessa forma.

Desde então, a ideia tem se espalhado pelo continente e também atravessado os oceanos. No Brasil, o técnico Abel Ferreira foi um dos que decidiram aderir à moda. Depois de conquistar a Copa do Brasil e a Libertadores na temporada passada alternando entre duplas e trios de zaga, o treinador português fixou o Palmeiras no 3-5-2 nas últimas semanas.

“Espero não responder sempre sobre três zagueiros. É uma pergunta muito limitadora para quem vê futebol de forma global. Mas tudo bem. Estarei aqui para responder quando for necessário sobre isso”, respondeu o treinador, há uma semana, ao ser questionado sobre a adoção do sistema.

As partidas de volta das semifinais da Champions serão disputadas nesta semana. Na terça-feira, o PSG visita o Manchester City em busca de uma vitória por dois gols de diferença (ou um, desde que marque ao mesmo três vezes, como em 3 a 2 ou 4 a 3) para ser finalista pelo segundo ano consecutivo.

O confronto do dia seguinte está mais aberto, já que Real e Chelsea empataram por 1 a 1 no primeiro jogo, na Espanha. Assim, a vantagem é dos ingleses, que ficam com a vaga se o jogo não tiver gols.

A decisão do torneio interclubes mais badalado do planeta está agendada para dia 29 de maio e será disputada no Olímpico Atatürk, em Istambul (Turquia). O estádio originalmente seria palco do jogo título do ano passado, que precisou ser alterado por causa da pandemia de covid-19.

Uol

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