Endiabrado, Santos atropela Boca e agenda final da Libertadores com Palmeiras

Foi só o Peixe quem deu bola na Vila Belmiro. Endiabrado, com Marinho, Soteldo e Lucas Braga imparáveis, o Santos atropelou o Boca Juniors, venceu por 3 a 0 e se garantiu na decisão da Libertadores.  Na final, agendada para o sábado, dia 30 de janeiro, o Alvinegro Praiano, comandado por um brilhante Cuca, terá pela frente o Palmeiras, que na terça-feira eliminou o River Plate.

Santos endiabrado O começo de jogo do Santos foi avassalador. Logo no primeiro ataque, Marinho mandou chute na trave. No rebote, Diego Pituca primeiro parou na zaga, e depois chutou por cima da meta.  Pituca seguiu como ameaça e, aos 12 minutos, mandou chute colocado muito perto do alvo. O volante foi figura importante para acuar o Boca Juniors na defesa.

Aos 15 minutos, o Peixe abriu o placar. E com quem? Pituca ficou com rebote de chute de Soteldo na área e concluiu de canhota para dar a vantagem ao Alvinegro.  A pressão santista ainda durou alguns minutos, mas naturalmente o time de Cuca foi diminuindo a intensidade. A equipe xeneize, porém, não conseguiu ameaçar muito João Paulo.

Lucas Veríssimo foi um dos grandes destaques do jogo. Além de dar velocidade ao início das jogadas, com passes verticais, o defensor dominou os atacantes argentinos.  Marinho ainda ameaçou o segundo gol alvinegro pouco antes do intervalo. O ponta aproveitou ajeitada de Soteldo em cobrança de falta ensaiada e soltou o pé, parando em grande defesa de Andrada.

Foram, no total, 12 finalizações paulistas no primeiro tempo, contra apenas uma dos visitantes. 1 a 0 ficou barato…  Ninguém segura o Peixe O Boca voltou para o segundo tempo modificado, mas quem continuou a dar bola foi o Peixe. Logo no começo, Soteldo fez jogada na canhota, cortou para a perna direita e soltou uma pancada para estufar a rede.

Os argentinos se abateram, e acabaram nas cordas. Marinho fez uma jogadaça na direita, tabelou com Kaio Jorge e rolou para Lucas Braga empurrar para a rede.  Os Xeneize se perderam. Ainda aos dez minutos da segunda parte, Fabra pisou em Marinho e acabou justamente expulso de campo. A vaga já tinha dono.

Nem quando conseguiram mostrar um pouco de futebol, os argentinos conseguiram chegar ao gol. O Santos teve tudo, e até sorte. Mas mostrou, principalmente, um grande futebol.  O atropelo ainda poderia ter sido maior. Marinho e Lucas Braga ainda poderiam ter marcado mais gols. E Kaio Jorge desperdiçou chance cara a cara com Andrada.

Mas o Peixe, desacreditado, guerreiro, superando obstáculos dentro e fora de campo, surpreendeu a todos: está, mais uma vez, na final da Libertadores, em busca do tetra.

O Gol 

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