A nova variante “francesa” da Covid-19 foi detectada no hospital de Lannion, na região da Bretanha, noroeste do país.
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Uma nova variante do coronavírus SARS-CoV2, mais difícil de ser detectada por testes PCR clássicos, foi descoberta em oito pacientes mortos no hospital de Lannion, na região da Bretanha, noroeste da França. O anúncio foi feito pelas autoridades sanitárias nesta terça-feira (16)

Foi uma bióloga do hospital de Lannion que lançou o alerta ao detectar a nova variante em um foco de 79 casos de Covid-19 no local. Segundo Stéphane Mulliez, diretor da Agência Regional de Saúde da Bretanha, alguns pacientes, mesmo apresentando sintomas comuns da Covid-19, testaram negativo para a doença.

No entanto, após a realização de exames de sangue para detectar anticorpos e da análise de material recolhido mais profundamente nas vias respiratórias, essa nova variante foi descoberta em oito pacientes que faleceram após complicações relacionadas à Covid-19. Segundo Mulliez, todos as vítimas tinham idades avançadas e sofriam de “importantes comorbidades”.

As autoridades sanitárias ainda estão investigando os casos, enquanto tentam estabelecer todas as pessoas que tiveram contato com os pacientes mortos. Amostras foram enviadas ao Instituto Pasteur para que a mutação seja analisada.

Por enquanto, a linhagem foi classificada como VUI (variant under investigation, variante sob investigação), categoria estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a Agência Regional de Saúde da Bretanha, até o momento, a linhagem não faz parte das mutações preocupantes, como a britânica, a sul-africana e a de Manaus.

“As primeiras análises não nos permitem concluir sobre uma gravidade ou uma transmissibilidade importantes em relação ao vírus clássico”, afirmou a Direção Geral da Saúde da França em um comunicado. “Como essa é uma variante mais dificilmente detectável, é delicado falar sobre seu grau de propagação e severidade”, reiterou Mulliez.

Terceira onda de Covid-19

No dia em que se completa exato um ano do anúncio do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o primeiro lockdown na França, o primeiro-ministro Jean Castex reconheceu que o país enfrenta uma terceira onda da doença “caracterizada por diversas variantes”.

Diante da Assembleia Nacional, que realizou um minuto de silêncio pelos 90 mil mortos durante a epidemia no país, o premiê afirmou que a vacinação está em primeiro lugar na estratégia contra o coronavírus. O premiê também fez um apelo para que todos “respeitem mais do que nunca os gestos básicos que há um ano constituem uma garantia solidária diante da progressão pandêmica”.

“Sabemos que é a vacinação massiva que nos permitirá vencer [o vírus]”, reiterou Castex. Criticado pela demora e as disparidades da divisão das doses entre as diferentes regiões francesas, o premiê prometeu afinar “uma estratégia territorial de gestão” da imunização contra a Covid-19 na França.

Noticiário Francês

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