Edith Kwoizalla, de 101 anos, foi a primeira alemã a receber uma dose da vacina contra o coronavírus em uma casa de repouso de Halberstadt, no centro da Alemanha. Foto de arquivo de dezembro de 2020.
 AP – Matthias Bein

A Alemanha pretende oferecer a partir de 1º de setembro a administração de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 a idosos e pessoas com saúde vulnerável. As autoridades da Saúde também querem recomendar a vacinação de crianças e adolescentes de 12 a 17 anos. No momento em que o governo debate esse plano, a imprensa britânica revelou que os fabricantes Pfizer/BioNTech e Moderna teriam aplicado um forte reajuste de preços nas doses vendidas à União Europeia.

O plano de reforço da vacinação contra o coronavírus será discutido em uma reunião prevista nesta segunda-feira (2) entre o ministro da Saúde do governo federal, Jens Spahn, e os ministros da Saúde dos 16 estados alemães. Segundo um projeto consultado pela agência AFP, equipes móveis seriam enviadas a casas de repouso para aplicar a terceira dose do imunizante, que seria dos fabricantes Pfizer/BioNTech ou Moderna, independentemente do tipo de vacina que tenham recebido anteriormente. Médicos também poderiam aplicar uma injeção de reforço em idosos e pacientes com sistema imunológico deprimido em seus consultórios.

Israel iniciou esta semana um programa semelhante.

Estudos recentes mostram que a imunidade oferecida pela vacinação contra a Covid-19 diminui com o tempo, colocando pessoas vulneráveis ​novamente ​em risco. Embora a Alemanha tenha atualmente uma taxa de infecção mais baixa do que os países vizinhos, os casos aumentaram nas últimas semanas devido à propagação da variante Delta, altamente contagiosa. A desaceleração nas vacinações também é preocupante, com apenas 52% dos alemães totalmente vacinados.

As autoridades sanitárias também querem abrir todos os postos de vacinação do país para jovens de 12 a 17 anos. Escolas e universidades poderão participar do esforço de imunização dos alunos. Na União Europeia, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou a vacinação de todos os maiores de 12 anos com as vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna.

No sábado (31), o ministro da Saúde disse no Twitter que, até agora, um em cada cinco jovens alemães na faixa etária de 12 a 17 anos recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. “Existem vacinas suficientes para todas as faixas etárias: quem quiser pode ser vacinado”, afirmou Jens Spahn.

O Instituto Robert Koch, instituição alemã responsável pelo controle e combate às epidemias no país, registrou neste domingo 2.097 novos casos positivos de Covid-19 e uma morte. Desde o início da pandemia, a Alemanha teve mais de 3,7 milhões de casos e 91.659 mortes.

Controvérsia sobre preços das vacinas

No momento em que os países europeus refletem sobre um reforço da vacinação, antes da chegada do outono – estação do ano propícia à propagação do vírus –, o jornal britânico Financial Times revelou neste domingo (1) que os preços das vacinas Pfizer e Moderna teriam aumentado para venda na União Europeia.

De acordo com o jornal britânico, o novo preço de uma dose da vacina Pfizer teria subido para € 19,50, contra € 15,50 anteriormente – um reajuste de mais de 25%. Segundo o FT, que cita um funcionário familiarizado com o assunto, o preço do imunizante da Moderna estaria sendo comercializado agora a US$ 25,50 a dose, valor superior aos € 19,00 do primeiro contrato, porém inferior aos US$ 28,50 previamente negociados antes de os europeus aumentarem o volume de aquisições.

A Comissão Europeia negocia diretamente com os laboratórios a compra de vacinas, que são posteriormente distribuídas a todos os países do bloco. A maioria dos governos europeus aceitou este sistema de compra conjunta desde o início da pandemia, acreditando que, em bloco, os 27 países poderiam obter preços mais competitivos e evitar uma concorrência prejudicial entre eles.

A Comissão de Bruxelas mantém sigilo sobre os preços de aquisição dos imunizantes, alegando sigilo contratual. As fabricantes Pfizer/BioNTech ainda não reagiram ao texto publicado no FT.

Com informações da AFP

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