O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (19), a apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, que o “terreno fértil para a ditadura é exatamente a miséria, a fome, a pobreza“ e defendeu a decretação de um estado de sítio.

De acordo com uma matéria, publicada pelo Antagonista, aos apoiadores, o presidente disse que o Governo Federal precisará adotar medidas contra as ações restritivas adotadas por governadores.

Já de acordo com reportagem da Revista Forum, em tom de ameaça, Bolsonaro se referiu a “meu Exército” em relação às Forças Armadas, incitando apoiadores a transgredirem as medidas de contenção da pandemia, e disse que “jamais decretaria o lockdown no Brasil”

“Jamais decretaria o lockdown. E tem mais: o meu Exército não vai para a rua para cumprir decreto de governadores. Não vai. Se o povo começar a sair de casa, entrar na desobediência civil, não adianta pedir o Exército, porque meu Exército não vai. Nem por ordem do Papa. Não vai”, afirmou, exaltado.

“Eu tenho mantido todos os ministros informados do que está acontecendo. E ainda culpam a mim, como se eu fosse um insensível no tocante às mortes. A fome também mata. A depressão tem causado muitos suicídios no Brasil. Onde é que nós vamos parar? Será que o governo federal vai ter que tomar uma decisão antes que isso aconteça? Será que a população está preparada para uma ação do governo federal no tocante a isso?”, disse Bolsonaro.

Em seguida, ele justificou a medida: “Não é ditadura não. Temos uns hipócritas aí falando de ditadura o tempo todo, uns imbecis. Agora o terreno fértil para a ditadura é exatamente a miséria, a fome, a pobreza”, complementou.

Bolsonaro ainda afirmou que entrou nesta quinta-feira (18) com ação de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar os decretos de restrição de locomoção de pessoas adotados pelos governadores do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul.

Imitação

Na conversa, Bolsonaro – que imitou um paciente com Covid sem ar na live desta quinta-feira (18) – ainda afirmou que “culpam a mim, como se fosse insensível em relação à morte” e voltou a traçar um cenário caótico, que o obrigaria a agir de forma “dura”.

Por fim, o presidente sentenciou: “Eu gostaria que não chegasse o momento (de decretar o estado de sítio), mas vai acabar chegando”.

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