Foi dramático, sofrido e polêmico. O desespero de uns foi a alegria de outros em São Januário. Com gols do capitão, Rodrigo Dourado, e de Thiago Galhardo, que fez valer a lei do ex, o Internacional venceu o Vasco, por 2 a 0, para ficar a uma vitória do título brasileiro.  O Colorado segue com um ponto de frente para o vice-líder, Flamengo.

E o próximo domingo reserva exatamente o confronto direto dos gaúchos com o Rubro-Negro, no Maracanã, e uma vitória do time de Abel Braga leva a taça para Porto Alegre.  O Cruz-Maltino, por outro lado, continua na zona de rebaixamento, com um ponto a menos que o Bahia. A equipe de Vanderlei Luxemburgo terá no próximo fim de semana o Corinthians como adversário, e na última rodada o Goiás.

O drama promete durar até o fim.  Inter marca e recua O Internacional não deixou o Vasco respirar nos primeiros movimentos da partida. Partiu para cima com tudo, e Fernando Miguel teve bastante trabalho para segurar as pontas.  Já com quatro minutos, o goleiro vascaíno havia trabalhado duas vezes. A mais complicada delas em chute à queima-roupa de Yuri na área.

O gol não demorou muito.  Aos dez minutos, o Colorado chegou ao gol pelo alto. Moisés cobrou falta da canhota e Rodrigo Dourado ganhou no alto de Carlinhos para abrir o placar. O lance gerou polêmica porque os cariocas reclamaram de impedimento, e o VAR não conseguiu verificar por conta de um problema técnico.

O Cruz-Maltino tentou responder, e o jogo mudou de cara após o gol: eram os cariocas que passaram a atacar. Mas a marcação gaúcha controlou com soberania a partida.  O time de Vanderlei Luxemburgo passou a maior parte do primeiro tempo rondando a área rival sem ameaçar de fato. Marcelo Lomba não teve de fazer nenhuma defesa.

O Inter tampouco achou um contra-ataque mortal. O gol de Dourado prevaleceu na primeira etapa.  Drama na Colina Com Lindoso no lugar de Maurício, Abel Braga recuou ainda mais sua equipe para o segundo tempo, apostando todas as fichas nos contragolpes. O Vasco tentou aumentar a pressão, buscando a eficiência não encontrada no primeiro tempo.

Léo Matos, muito acionado por Benítez, conseguiu bom cruzamento aos oito minutos, e Talles Magno mandou cabeçada por cima. Carlinhos ameaçou minutos depois em chute de fora.  Luxemburgo adiantou ainda mais sua equipe com a entrada de Juninho no lugar de Bruno Gomes. Neto Borges foi a alteração seguinte, procurando espaço pelos lados do campo.

Aos 31 minutos, Victor Cuesta derrubou Cano na área e o árbitro marcou pênalti, em decisão muito contestada pelos gaúchos. Cano, o artilheiro que nunca falha, falhou na cobrança e mandou para fora. O desespero vascaíno aumentou.  O Cruz-Maltino tentou levantar a cabeça. Já em um dos sete minutos de acréscimos, Cano recebeu na área, finalizou e viu Lomba e a trave salvarem o Colorado.

O impedimento marcado em seguida não tirou a dramaticidade do lance. Houve drama até o fim em São Januário. Até a lei do ex aparecer. Aos 50 minutos, diante de uma defesa já aberta, Thiago Galhardo recebeu de Peglow na área e, de canhota, mandou para a rede.

Um gol simbólico para ele, que voltava de lesão e de uma negociação frustrada com o futebol árabe. E um gol fundamental para o Inter, que está a uma vitória do título brasileiro. Do outro lado, um desespero sem fim.

O Gol 

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