Dólar incia outubro em queda após acumular alta de 5,3% no mês passado

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo positivo nesta sexta-feira, 1º, a despeito do pessimismo no cenário internacional e o risco fiscal doméstico no radar dos investidores. Por volta das 11h10, o dólar registrava queda de 1,08%, a R$ 5,387. A divisa norte-americana encerrou a véspera com alta de 0,29%, a R$ 5,446. O desempenho fez o câmbio fechar setembro com avanço de 5,3%. Desde o início do ano, o dólar valorizou 5% ante o real.

Ignorando o clima negativo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, operava com alta de 0,81%, aos 111.875 pontos. O pregão desta quinta-feira, 30, encerrou com queda de 0,11%, aos 110.979 pontos. O resultado fez o maior índice da B3 registrar queda de 6,5% em setembro, o pior saldo desde março de 2020. Desde janeiro, o Ibovespa acumula queda de 6,7%.

Os principais mercados globais operam no campo negativo com a decisão do Congresso dos Estados Unidos de adiar a votação de um pacote de infraestrutura pela falta de acordo entre republicanos e democratas. No outro lado do Atlântico, a inflação na Zona do Euro foi a 3,4% em setembro, o maior salto para o mês em 13 anos. Assim como no Brasil e em outras partes do mundo, o encarecimento da energia elétrica foi um dos principais itens que puxaram o índice para cima. Os responsáveis pela política monetária europeia afirmam que os choques são transitórios e que as pressões devem se mitigar ao longo do próximo ano.

Na pauta brasileira, o risco fiscal voltou a ganhar força nos debates no mercado com os rumores de prorrogação do auxílio emergencial.  O governo federal busca um acordo para estender o benefício ao menos até dezembro, mas encontra resistência na equipe econômica comandada por Paulo Guedes. O Ministério da Cidadania dialoga diretamente com pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e com lideranças do Congresso para estender o pagamento, que tem prazo para encerrar neste mês.

As tratativas caminham na direção de acrescentar dois meses no calendário, prazo visto como o suficiente para que a União consiga definir as fontes de recursos do Auxílio Brasil, o programa social projetado para substituir o Bolsa Família. Em outra frente, Bolsonaro recebeu nessa manhã o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e Guedes, para debater soluções ao aumento dos combustíveis. Segundo Lira, novas discussões devem ocorrer durante o fim de semana sobre medidas de mitigação dos reajustes de preços.

Jovem Pan 

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