Presidente Jair Bolsosaro durante pronunciamento sobre as 3 medidas provisórias que enviará ao Congresso para socorrer a econônimia durante o surto do coronavirus. Sérgio Lima/Poder360 00.02.2020

 

Augusto Heleno é 1 dos ministros que depôs em inquérito que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia FederalSérgio Lima/Poder360

Os deputados petistas Rogério Correia (MG), Célio Moura (TO) e Margarida Salomão (MG) pediram nesta 2ª feira (25.mai.2020) ao Supremo Tribunal Federal o afastamento do chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno. Veem crime de responsabilidade.

Eis a íntegra (391 KB).

O pedido é uma resposta a nota de Heleno que afirma que uma eventual apreensão do celular de Bolsonaro traria “consequências imprevisíveis”.  Em 21 de maio,  O STF encaminhou à PGR pedido para apreensão do aparelho móvel do presidente.

“O que Heleno faz é provar sua incapacidade intelectual e política. Reage a 1 mero ofício do STF com uma ameaça clara à democracia, uma nota de conteúdo gravíssimo e inaceitável”, afirmou a deputada.

No documento do ministro, Heleno afirmou que, se a apreensão fosse efetivada, seria uma “afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País.”

O pedido de apreensão foi feito por partidos de esquerda ao STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Celso de Mello encaminhou o caso para a PGR (Procuradoria Geral da República) na 6ª feira (22.mai), já que cabe à própria procuradoria os eventuais pedidos de investigação contra o presidente. Ou seja, a atitude do ministro é de praxe.

O ministro do GSI também publicou a nota e sua conta no Twitter. No texto, diz que sua pasta “alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes.”

Os deputados petistas não foram os únicos a irem contra a nota do chefe do GSI, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou o documento como “ameaça”.

“Não é esse o caminho. Se achou que o encaminhamento do ministro Celso de Mello pedindo a posição da PGR é uma coisa tão grave assim, peça uma audiência. O ministro da Justiça converse com o ministro Celso de Mello”, afirmou Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara lembrou do episódio em que o mesmo Heleno foi filmado dizendo que o Congresso fazia chantagem contra o governo. As declarações de Rodrigo Maia foram em entrevista à Record veiculada no Youtube.

Poder360

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