O alinhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com partidos do Centrão não é unanimidade entre os deputados federais da Bahia que integram o grupo político. Enquanto o deputado João Roma (Republicanos) vê esse alinhamento “com incoerência e desconfiança”, o deputado federal José Rocha (PL) defende a aliança com o presidente da República.

De acordo com José Rocha, essa é uma articulação “natural e o governo tem que procurar construir uma base para as matérias tramitarem com mais rapidez”. “São matérias de interesse do país, mas a oposição se pega com alguns partidos do centro e obstrui as matérias e demora muito tempo para votar. Agora, as matérias devem ser votadas mais rapidamente”, enfatizou o deputado do PL.

Para ele, não há incoerência nessa aproximação, que foi alvo de inúmeras críticas do então candidato Jair Bolsonaro na última campanha eleitoral. “É necessário ter esse alinhamento, se não, as matérias não andam. Viu aí quanto tempo levou para a gente votar as matérias de importância do coronavírus? Demorou”. Ele completa que o Centrão está coeso com o alinhamento com o presidente. “Pelo o que estou vendo, está mais ou menos coeso. A bancada baiana do PSD se colocou contra, mas a liderança do partido não. Então normalmente essas matérias agora são mais tocadas pelas lideranças”.

Já o republicano João Roma diz ver o entendimento com desconfiança. “Não é a primeira vez que se tenta isso (aproximação). Quando ele se elegeu presidente, com o discurso de evitar a velha política, as pessoas buscavam isso e ele deu o recado. Agora é preciso dar alguma dose de entendimento. Acredito que o que mais desgastou ele foi, de início, anuir com determinados pontos, junto ao Congresso Nacional, e depois jogar para a torcida, contrariando pontos que ele mesmo havia concordado. Portanto, o mínimo que ele deveria fazer é manter a palavra. É preciso que fique mais nítido o que ele pensa. Foi essa maneira oscilante que desgastou relação dele com o Congresso”, afirmou Roma.

A Tarde 

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