(crédito: Sergio Lima/AFP)
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) ocupará o cargo de relator — considerado como mais importante — da CPI da Covid, que investigará as ações e omissões do governo federal na pandemia. O outro cotado para a vaga, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), recuou e anunciou apoio a Calheiros na manhã desta sexta-feira (16).

No cargo, Renan terá grande poder de influência nos desdobramentos das investigações. É ele quem produzirá o texto final com a conclusão da CPI. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) será o presidente da comissão. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é autor do requerimento de investigação, será o vice-presidente. Os nomes serão oficializados na próxima semana.

Especialistas ouvidos pelo Correio apontam que a escolha de Calheiros é o pior cenário possível para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Isso porque o senador é um grande crítico do governo. Além disso, os parlamentares em posição de destaque na CPI são de oposição ou têm perfil independente.

Enquanto membros da Comissão Parlamentar de Inquérito, os senadores terão poderes parecidos aos do Judiciário, podendo convocar testemunhas para depor e ordenar quebras de sigilo fiscal e telefônico. É provável que nomes como Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde quando a pandemia começou e possível concorrente de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022, sejam chamados a depor.

Veja o nome dos senadores indicados para compor a CPI:

– Renan Calheiros (MDB-AL)
– Eduardo Braga (MDB-AM)
– Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
– Humberto Costa (PT-PE)
– Otto Alencar (PSD-BA)
– Omar Aziz (PSD-AM)
– Tasso Jereissati (PSDB-CE)
– Ciro Nogueira (PP-PI)
– Eduardo Girão (Podemos-CE)
– Marcos Rogério (DEM-RO)
– Jorginho Mello (PL-SC)

Correio Braziliense 

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