As emissões de CO2 de origem fóssil tiveram uma diminuição recorde de 7% em 2020, devido às medidas de lockdown contra a Covid-19. AP – Andy Wong

Os 27 países da União Europeia chegaram a um acordo nesta sexta-feira (11) para reduzir a emissão de gases poluentes até 2030, depois de uma noite de negociações com a Polônia e do anúncio de um plano de recuperação econômica que será implantado após a epidemia da Covid-19.

Na véspera do quinto aniversário do Acordo de Paris, reunidos em Bruxelas, os europeus autorizaram uma baixa das emissões de CO2 do continente em pelo menos 55% até 2030, em relação ao mesmo nível de 1990. O objetivo atual é de 40%.

A União Europeia pretende atingir a chamada neutralidade nas emissões em 2050. A cúpula adotou uma “proposta ambiciosa para um novo objetivo climático”, escreveu no Twitter a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

“Dez anos, é amanhã. Vamos fazer tudo o que é possível para atingir esse objetivo, agora todos juntos. Não há plano B”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron.

Durante as negociações, os líderes discutiram as modalidades e a repartição dos esforços entre os membros. Um dos principais obstáculos foi a Polônia, dependente do carvão, que teme as consequências econômicas dos esforços ecológicos e exige garantias sobre ajudas financeiras.

O governo polonês quer ter acesso a uma parte dos recursos obtidos com a futura reforma do mercado do carbono, o que os outros Estados se recusavam a fazer, já que o total dos ganhos potenciais ainda é desconhecido.

Os diplomatas europeus lembraram que, diante dos Estados Unidos e da China, a União Europeia deve ser exemplar, depois de ter liderado as negociações para o clima durante 12 anos.

A Polônia já tinha se unido à Hungria para bloquear o plano de relance e o orçamento europeu. Os dirigentes europeus chegaram a um acordo nesta quinta-feira (10) que permite à Europa realizar empréstimos solidários para relançar a economia. 

Sanções contra a Turquia

Os europeus também superaram suas divisões para sancionar a Turquia por conta de suas obras de exploração de gás nas áreas marítimas, que são objeto de disputa entre a Grécia e Chipre.

A ameaça de represálias ocorreu em outubro, mas vários Estados bloquearam a adoção de sanções. “A Alemanha teme os fluxos migratórios, a Itália as ligações energéticas com a Turquia e os países do lestes enxergam Ancara como um aliado da OTAN contra a Rússia”, explicou um diplomata europeu.

A decisão envolve sanções individuais – uma lista de nomes será estabelecida e medidas complementares poderão ser adotadas em março, se a Turquia mantiver suas ações.

(Com informações da AFP)   

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