Desde 2017, a Ucrânia não tinha tanta neve durante o inverno. 
Sergei SUPINSKY AFP

Nos últimos dias, a capital da Ucrânia viu cair uma quantidade recorde de neve sobre suas ruas, tornando muito difícil a mobilidade na cidade, exceto para quem sabe fazer snowboard. Desde terça-feira (9), uma descida emblemática de Kiev virou pista de lazer para os habitantes.

Até agora, 46,2 milímetros de neve caíram na capital, o equivalente a média histórica de todo o mês de fevereiro, de acordo com o Observatório Geofísico da Ucrânia Central.

Na descida de Andriïvsky, aos pés da Igreja de Santo André, uma obra-prima barroca do século XVIII, Alika Malonog pratica snowboard com seus dois filhos.

“É a melhor coisa que posso fazer hoje”, disse a escultora de 37 anos. Ela deixou o martelo e o cinzel de lado e colocou sua roupa de inverno e óculos de esqui vermelhos.

Ao lado dos filhos sob uma temperatura de -12°C, ela desliza pela neve que cobre as pedras desta rua sinuosa de 750 metros de comprimento, uma das mais turísticas de Kiev.

“O jardim de infância está fechado e a pequena tem que ficar em casa. Portanto, não posso ir trabalhar na oficina”, diz Malonog. “Mas eu posso fazer snowboard”, completa.

Com as últimas precipitações, a neve acumulada nas ruas atingiu 45 centímetros.

Nesta sexta-feira (12), a prefeitura de Kiev decidiu fechar as escolas para facilitar o trânsito e pediu aos moradores que não saíam de casa de carro, para evitar acidentes.

De acordo com o município, 450 caminhões limpa-neve e cerca de 500 funcionários estavam limpando as ruas na sexta-feira.

A previsão que a neve continue a cair ainda neste sábado (13) e a próxima semana ainda será de frio polar para os ucranianos, quando os termômetros devem registrar até -23°C.

Desde 2017, a capital da Ucrânia não via tanta neve, segundo Vladyslav Bilyk, chefe do serviço meteorológico nacional. “Já perdemos o hábito de ter neve no inverno”, disse ele, lembrando que a estação anterior havia sido “anormalmente quente” e praticamente “sem neve” por causa da “mudança climática”.

Com informações da AFP

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