Em entrevista, hoje, à rádio CBN, o ex-senador Cícero Lucena, do PP, candidato a prefeito de João Pessoa nas eleições em segundo turno previstas para o dia 29, declarou que foi o político mais investigado do país, em meio a denúncias sobre supostas irregularidades administrativas no período em que administrou a Capital, entre 1996 e o começo dos anos 2000. E que, apesar das acusações formuladas contra ele, foi inocentado por órgãos públicos, inclusive pelo Tribunal de Contas da União. “Por tudo isso me considero um político ficha limpa”, acrescentou o ex-senador.

A afirmação foi feita em resposta a indagações sobre seu envolvimento na chamada Operação Confraria, que apurou supostas irregularidades na administração municipal de João Pessoa. Lucena reclamou que “insinuações requentadas” têm vindo à tona procurando denegrir a sua imagem como homem público, mas frisou que tais orquestrações têm sido desmoralizadas pelos fatos e que, pessoalmente, tem a consciência tranquila em relação à exploração das notícias a seu respeito. O candidato salientou ter orgulho do seu currículo que inclui o exercício de cargos como o de vice-governador e governador do Estado, prefeito de João Pessoa por duas vezes, secretário de Políticas Regionais, com status de ministro, no governo federal, além de ter exercido a primeira secretaria do Senado, pilotando um orçamento expressivo.

Cícero Lucena, que enfrenta neste segundo turno o candidato do MDB, Nilvan Ferreira, destacou a sua confiança em que o eleitorado optará pelo seu nome no confronto decisivo, em face da experiência que possui e, portanto, de condições para o enfrentamento dos desafios pós-pandemia do coronavírus, tanto em relação a medidas sanitárias e a políticas públicas de Saúde como em relação aos desafios econômicos, referindo-se ao incremento do desemprego por causa da paralisação de atividades essenciais em meio a providência restritivas que foram tomadas para evitar o contágio da doença. O ex-prefeito falou de projetos e de ações que pretende colocar em prática nos primeiros dias de uma eventual administração na Capital paraibana. Deu ênfase às parcerias que poderá viabilizar com o governo de João Azevêdo (Cidadania) para impulsionar o desenvolvimento de João Pessoa.