O Ministério Público Federal acabou de acatar denúncias de graves irregularidades cometidas pelo governo do Estado, durante a gestão Ricardo Coutinho, inclusive no desmonte da CDRM (Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais). São várias as ilegalidades apontadas na denúncia aceita pelo MPF, que decidiu abrir procedimento de investigação e apurar responsabilidades por crime de improbidade.

A denúncia foi protocolada em julho último e aponta desvio de recursos no programa de construção de barragens subterrâneas, sumiço de equipamentos, além de contratações ilegais de obras e funcionários. No caso das barragens subterrâneas, o governo federal enviou recursos para a construção de 500 unidades, mas, segundo a denúncia, apenas 50 foram efetivamente construídas. “As demais ficaram apenas no papel e teriam virado propina”, revela um ex-diretor da companhia.

O detalhe é que a empresa contratada para realizar as obras não realizadas recebeu todos os recursos, e a CDRM, antes de seu desmonte pela gestão Ricardo Coutinho, não prestou contas de sua aplicação.

Desmonte – A CDRM, como se sabe, foi desmontada, em 2015, por Ricardo Coutinho. Sediada em Campina Grande, a companhia operava com perfuração de poços e prospecção de recursos minerais do Estado, além de possuir o maior acervo mineral do País. Um dos motivos de sua desativação seria a identidade que a empresa sempre teve com o ex-governador Cássio Cunha Lima.

Logo após desativação, Ricardo Coutinho nomeou seu advogado Francisco das Chagas Ferreira como liquidante da companhia. Chagas passou a receber, desde então, vencimentos de R$ 13 mil, ou mais de R$ 600 mil em quatro anos. O detalhe é que, em maio de 2019, já no governo João Azevedo, Chagas convocou uma assembleia para estender o posto de liquidante “por mais um ano”.

Chagas foi mantido como liquidante, até dezembro de 2019, quando foi afastado pelo governador João Azevedo, após ser preso na Operação Calvário, acusado de negociar propinas em seu próprio escritório, além de receber dinheiro de organizações sociais para atuar como advogado de Ricardo Coutinho, especialmente nas ações movidas contra jornalistas.

Equipamentos – O Blog recebeu informação de que o espólio da CDRM se encontra num imóvel alugado (Av. Assis Chateaubriand, 263) em Campina Grande. “A maior parte das ferramentas não existe mais, equipamentos caros também desapareceram e até um maquinário de última geração para perfuração de poços está estocado em condições precárias, praticamente sem mais condições de uso. É um crime o que o governo Ricardo Coutinho fez com a CDRM”, disse um ex-diretor ao Blog.

Blog do Helder Moura .

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