Poder em Foco com Fernando Rodrigues em parceria editorial do Poder 360 com o SBT, entrevista ministro a médica pesquisadora Ludhmila Hajjar. Sérgio Lima/Poder360 07.Abr.2020

A cardiologista Ludhmila Hajjar disse que a liberação de pessoas em isolamento depende de geografia e número de casosSérgio Lima/Poder360 

O Brasil não deixará o isolamento de uma vez. Essa é a visão da cardiologista e pesquisadora Ludhmila Hajjar, diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A médica avalia que as medidas de distanciamento social –adotadas para conter a disseminação da pandemia do coronavírus– devem ser afrouxadas de maneira gradual e por cidades ou regiões. Ela afirmou que tudo dependerá do número e da estabilidade dos casos registrados em cada localidade.

“Vamos supor que tenham regiões ou cidades com número muito pequeno de casos e estável nos últimos dias. É possível você ir retirando do isolamento de acordo com essa geografia e esses dados que virão”, declarou Ludhmila.

A pesquisadora diz que o isolamento adotado quase nacionalmente é necessário por causa das taxas de mortalidade e de transmissão da covid-19. “Não acho que haja exagero”, declarou Ludhmila Hajjar. Segundo a cardiologista, uma pessoa com o vírus infecta em média outras 3.

Para uma retomada parcial das atividades, Ludhmila afirmou que é necessário primeiro achatar a curva de contaminações –teoria amplamente aceita entre médicos de vários países. Ou seja, manter a taxa de transmissão estável. A contenção da escalada de casos possibilitará ao governo 1 tempo maior para reestruturar hospitais, evitando 1 risco de falta de leitos.

“Se não achatar a curva, não estaremos preparados. Se a gente não aderir ao recomendado, podemos chegar a uma superlotação [de hospitais], disse Ludhmila em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360.

Assista à entrevista gravada em 7 de abril de 2020 (50min22seg):

A médica sugeriu a liberação do isolamento para pessoas comprovadamente imunizadas para o coronavírus. Disse que é importante ter algum tipo de testagem em massa para que essa liberação seja bem-sucedida.

O ministro Paulo Guedes (Economia) anunciou a possível compra de 40 milhões de testes para criar o que ele chamou de passaporte da imunidade. Ludhmila disse que essa quantidade é uma amostragem suficiente para a população brasileira.

Mas a falta de testes para toda a população é 1 problema enfrentado em quase todos os países atingidos pela pandemia. Coreia do Sul, Cingapura e Alemanha são algumas das exceções.

Segundo Ludhmila, há risco na compra de testes rápidos oferecidos pela China. Alguns desses testes, diz a pesquisadora, apresentam até 70% de chances de erro. Pessoas infectadas podem não ter o vírus detectado, enquanto pessoas saudáveis podem ser falsamente identificadas de maneira positiva.

Esses testes têm sido aprovados pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitárias), mas não foram ainda inteiramente validados. Não há ainda no mercado brasileiro testes confiáveis em volume suficiente para atender de maneira maciça a parte dos 200 milhões de brasileiros.

Assista ao trecho em que Ludhmila diz não ver exagero não medidas de isolamento (2min45s):

GRAVIDADE DA COVID-19

Com quase 1,5 milhão de casos e mais de 80.000 mortes no mundo, a covid-19 se mostrou uma doença altamente transmissível e grave em algumas situações. Segundo explicou Ludhmila, a severidade da infecção varia de acordo com a idade e o histórico de saúde.

A maioria dos diagnosticados com a covid-19 tem de 60 a 65 anos e pelo menos uma comorbidade (doença crônica pré-existente).

A cardiologista afirmou que 80% das pessoas com coronavírus terão a forma leve da doença. Ela se manifestará de maneira benigna e não letal. Tratada em casa, apenas com hidratação, analgésico para febre e alimentação correta. Os sintomas: tosse, mal-estar, febre baixa (de 37ºC a 38ºC), coriza e, em alguns casos, diarreia. Também é identificada a perda parcial do olfato e do paladar.

“Popularmente chamando, isso seria uma gripe prolongada”, disse Ludhmila, referindo-se à influenza, quando os sintomas perduram de 3 a 4 dias. Com a covid-19 o mal-estar pode durar mais –embora não esteja claro ainda quantos dias seria a média. O que se sabe é que em casos mais leves depois de 14 dias o mais provável é que o paciente esteja curado. É necessário repetir o teste nesses casos para ter segurança absoluta.

Os outros 20% dos infectados terão a forma mais séria da covid-19, com algum problema nos pulmões. A pneumonia é a manifestação mais comum da gravidade da doença.

Esses 20% podem ser divididos em 2 grupos. Ludhmila deu o exemplo como se fossem 20 pessoas. Apenas 5 delas precisarão talvez de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O restante será mantido em quartos comuns, tratado com antibióticos e muitas vezes com o auxílio de oxigênio –e com taxa de complicação pequena.

Ludhmila disse que os sintomas leves presentes em 80% dos casos não devem realmente levar a complicações. A atenção tem de ser maior quando surge falta de ar ou cansaço. Nesses casos, a médica recomenda a ida ao hospital. O mesmo vale para pessoas que evoluíram dos sintomas leves para febre alta (acima de 38ºC) recorrente. “Se o cansaço vem progredindo, vem ficando mais intenso, procure a emergência”, afirmou.

ISOLAMENTO ATÉ QUANDO

Na visão da pesquisadora, só é possível reduzir as medidas de isolamento em escala nacional quando a chamada “taxa R0” –ou número básico de reprodução– for reduzida. Esse cálculo mede a capacidade de transmissão de uma pessoa com a covid-19. Atualmente, essa taxa é de 3 infectados.

“Enquanto a gente não reduzir esse R0, infelizmente o isolamento ainda é bastante recomendado”, disse Ludhmila, sem especificar o tempo estimado para tal. “É uma doença que transmite muito e que não tem uma mortalidade desprezível. Portanto, a gente tem que seguir as recomendações dos estudiosos, das agências sanitárias”, completou.

Ludhmila afirmou que alguns estudos mostram que se o Brasil atingir 210 mil casos em apenas 1 mês, 95% das UTIs dos hospitais públicos e particulares estarão lotadas. A médica disse que manter o isolamento é a melhor maneira de evitar o colapso no sistema de saúde do país.

“A gente tem que fazer de tudo para evitar uma catastrófica elevação de casos”, resumiu a pesquisadora.

A opinião da cardiologista é distinta do argumento apresentado pelo ex-ministro Osmar Terra, que chefiou a pasta da Cidadania no governo Bolsonaro. O hoje deputado federal (MDB-RS) afirmou que as curvas de casos são iguais em todos os países e epidemias virais. O emedebista é médico, assim como atual ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

Ludhmila disse que discorda da posição do congressista. Para ela, são necessárias estatísticas para determinar algo com 100% de certeza. A médica lembrou que outros conceitos de pré-disposição da covid-19 caíram por terra por não apresentarem estatísticas válidas. Um deles é o de que o coronavírus não se disseminaria em ambientes tropicais da mesma maneira que em países com clima ameno. O crescente número de casos em Estados como Amazonas, Flórida e Califórnia indicam que o calor não é 1 fator de resistência para a proliferação do vírus.

A cardiologista destacou o estado crítico dos sistemas de saúde de alguns países da União Europeia. No Reino Unido, o NHS (National Health Service) não está suportando a escalada de internações e mortes causada pela pandemia. Até o primeiro-ministro Boris Johnson está infectado. Os britânicos têm 1 dos melhores sistemas de saúde do mundo. “Quase perfeito”, classificou Ludhmila.

SERVIÇOS ESSENCIAIS X NÃO ESSENCIAIS

Decretos estaduais e municipais ordenaram o fechamento do comércio em geral, incluindo ambientes de lazer e entretenimento. Apenas mercados e farmácias seguem abertos na maioria das cidades.

O presidente Jair Bolsonaro já questionou a eficácia da quarentena horizontal. Ele defende a verticalidade das medidas. Isso significaria a reabertura de outros setores, como alguns governadores já adotaram.

Hoje, alguns setores considerados essenciais permanecem abertos. Farmácias, supermercados, transporte público, por exemplo. “Quando uma pessoa vai ao supermercado e escolhe uma laranja ou tomate, toca nesses produtos. Outras pessoas, também. Qual a diferença entre deixar aberto o supermercado e determinar o fechamento de uma loja de roupas, inclusive com o transporte público funcionando normalmente?”, perguntou o entrevistador Fernando Rodrigues.  A pesquisadora Ludhmila Hajjar disse não ter a “resposta adequada no momento”.

Veja (1min36s):

A cardiologista apenas ressaltou que todos estão em risco. Lembrou sobre a necessidade do uso luvas no mercado, de máscaras nos ônibus –mesmo que caseiras– e do distanciamento entre as pessoas.

“Eu acho que a diferença é o número de pessoas em risco, mas o risco está aí. Quando essas pessoas são essenciais, elas estão aí para correr risco”, declarou a médica ao falar sobre profissionais de saúde e funcionários que trabalham em mercados e farmácias, que continuam trabalhando.

EFICÁCIA DA CLOROQUINA

“Até o momento não tem uma medicação cientificamente comprovada capaz de curar as pessoas infectadas com o coronavírus. A cloroquina pode ser que seja. A gente aguarda resultados de estudos científicos”, disse Ludhmila.

A cloroquina é o remédio mais difundido por alguns especialistas para 1 possível tratamento da covid-19. É utilizado contra a malária, artrite reumatoide e lúpus.

Assista ao trecho (1min40s):

Segundo a pesquisadora, o estudo in vitro –realizado em laboratório– mostrou 2 efeitos para o medicamento: antiviral, que inibe a multiplicação do vírus no organismo; e de redução da inflamação.

Ludhmila disse que para confirmação dessas teses é necessário 1 teste em estudo clínico comparativo. Um deles é o chamado estudo duplo-cego. Trata-se de uma pesquisa na qual uma parte dos pacientes recebe a droga e outra, não. Nem os pacientes nem os pesquisadores sabem quem recebeu a cloroquina. Isso evita autossugestão de ambos, comprovando a eficácia do estudo. Os médicos que fazem a prescrição tampouco sabem quais pacientes estão de fato tomando o remédio. Só o pesquisador que comanda a investigação tem acesso a todos os dados.

Os pacientes que aceitam participar desse tipo de pesquisa são informados sobre o risco e precisam assinar 1 termo de responsabilidade.

“Para que a gente possa testar, precisa ter pacientes com infecção suspeita ou confirmada e pacientes que a gente pode sortear para receber a cloroquina e outro grupo para não receber a cloroquina. Aí a gente coloca 1 tratamento para os 2 grupos, onde a única diferença é tomar ou não a cloroquina”, explicou a cardiologista. “Com isso, eu tenho uma resposta definitiva em relação à hipótese”, completou.

Ela afirmou que a China e os Estados Unidos estão prestes a concluir algumas pesquisas dessa natureza. No Brasil, há duas instituições realizando amostras similares.

ESTUDOS NO BRASIL

Em São Paulo, a rede de terapia intensiva BRICnet (Brazilian Research in Intensive Care Network), que engloba diversos hospitais da capital, está realizando 1 estudo sobre o uso da cloroquina em pacientes com coronavírus.

A médica Ludhmila Hajjar participa de outra pesquisa, realizada em Manaus (AM), sob a coordenação do infectologista Marcos Vinícius Lacerda. O estudo é apoiado pela Secretaria de Saúde do Estado e pela Fiocruz/Farmanguinhos.

A 1ª amostra realizada pelo grupo de trabalho foi iniciada em 29 de março, com duração de 10 dias. Envolveu 81 voluntários. Esse estudo foi feito apenas com pacientes com a forma grave da covid-19. O objetivo foi testar diversas doses do remédio e não comparar quem tomou ou não tomou a cloroquina.

Por essa razão, o 1º estudo não dá uma resposta científica sobre a eficácia da cloroquina na recuperação de infectados pela doença. A pesquisa indicou uma taxa de mortalidade similar entre os pacientes que tomaram doses diferentes de cloroquina.

“Não foi desenhado para avaliar se a cloroquina funciona. Ele é 1 estudo feito na forma grave da doença. Comparou a dose mais alta da cloroquina com a dose mais baixa, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde, explicou a cardiologista.

O resultado semelhante entre quem tomou a dose mais alta (usada em outros países) e a menor (sugerida pelo Ministério da Saúde brasileiro) resultou numa “vitória” da equipe do ministro Mandetta.

Uma portaria assinada pelo chefe da pasta recomendou a aplicação da dose mais baixa da droga por apenas 5 dias, até que novos estudos sejam concluídos. A dose mais alta e prolongada do remédio indicou efeitos colaterais mais severos nos pacientes.

“A cloroquina é segura. Não é uma medicação cheia de efeito colateral. Mas não é uma medicação para a gente usar deliberadamente, sem prescrição médica, sem monitorização. Porque a cloroquina pode estar associada a arritmias cardíacas, pode gerar 1 problema de pele sério, pode gerar problema na retina. Agora, uma vez que a gente for prescrever por 5 dias –que é o que o Ministério vem recomendando– é possível que esses efeitos colaterais sejam muito minimizados, mas é importante que a gente prove isso cientificamente”, disse a pesquisadora.

Ludhmila disse ainda que o estudo não queria medir o benefício da cloroquina, mas mensurar os efeitos colaterais. Contudo, ela afirmou que a amostra de 81 pacientes ainda é muito pequena para atestar a eficácia ou não. O mesmo aconteceu com estudos na China e na França. “Não posso afirmar que a cloroquina não funciona baseado nessa análise inicial preliminar desses 81 casos”, declarou.

“Se a gente não estivesse diante de uma pandemia, jamais alguém sugeriria que a gente usasse essa medicação sem que os testes tivessem sido encerrados”, disse Ludhmila.

Um 2º estudo do grupo, iniciado em 6 de abril, vai testar a medicação na forma leve da doença em grupos de risco –idosos com comorbidades. É realizado com 210 pessoas, o necessário para se produzir uma reposta científica. A médica afirmou que até o final de abril os primeiros resultados, com pouco mais da metade dos pacientes, devem ser divulgados. Este relatório preliminar ainda não comprovará a certeza da eficácia. O definitivo deve ser publicado no meio de maio.

A pesquisadora disse que o estudo com apenas 210 pacientes (0,0001% da população) é suficiente para provar os efeitos reais do tratamento. De acordo com a cardiologista, uma amostragem maior seria necessária apenas se fosse uma doença mais rara com complicações baixas. Não é o caso do coronavírus –uma pandemia.

Ainda sobre a cloroquina, Ludhmila disse que está prescrevendo o remédio para seus pacientes, seguindo todas as recomendações de saúde.

“Estou prescrevendo de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde e da FDA (Food and Drug Administration), que é individualizar, usar nas formas mais graves”, declarou a médica.

A médica disse que como conhece os pacientes tem como identificar os efeitos colaterais que a cloroquina pode causar, reduzindo assim os riscos de manter 1 tratamento não eficaz.

JAIR BOLSONARO “PREOCUPADO” 

Ludhmila Hajjar participou de uma reunião no começo de abril entre o presidente Jair Bolsonaro e diversos pesquisadores. Segundo a cardiologista, foi uma conversa aberta onde mandatário se mostrou apto a ouvir as sugestões dos médicos.

“Foi 1 líder de 1 país, preocupado com a situação e que mais de uma vez falou: ‘eu sei da gravidade da doença, sei do impacto que isso pode causar à população, mas eu também tenho que pensar em alimentar as pessoas’”, declarou a pesquisadora.

A professora da USP (Universidade de São Paulo) disse que é compreensível que nesse momento o presidente pense em medidas para reduzir a quarentena. Ela afirmou que Bolsonaro se preocupa com o empobrecimento e o envelhecimento da população, além do sistema de saúde que pode ser incapaz de atender a todos. É a balança para 1 lado e para o outro, falou a médica. 

“Em tempos de pandemia, as respostas que a gente obtém do governo e da sociedade refletem a dualidade em que os líderes ficam muitas vezes diante do risco de mortalidade e das consequências socioeconômicas”, declarou Ludhmila.

“Os líderes querem ajudar a sociedade, à maneira deles […] Essa doença, para nós brasileiros, é sem precedentes”, completou.

A médica disse que na reunião todos concordaram que não existiam dados seguros para mudar a estratégia de confinamento.

ATÉ 400 MIL CASOS; PICO NA VIRADA DO MÊS 

Ludhmila disse que não tem uma previsão sobre o número de casos e mortes pela covid-19 que serão registrados no Brasil. Ela considera alta a projeção feita pelo Imperial College, de Londres. A instituição britânica calcula de 2 milhões a 3 milhões de infectados, incluindo 200 mil mortes.

“Eu quero ser 1 pouco mais otimista. Porque nós tomamos as medidas de prevenção, a população está isolada e acho que a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde, com a experiência de países anteriores –Itália e China, que não tiveram tempo de se preparar– estão fazendo 1 trabalho muito digno de orientar as pessoas”, declarou Ludhmila.

Na avaliação da pesquisadora, o Brasil registrará de 300 mil a 400 mil casos de coronavírus no pico da pandemia.

Assista (1min31s):

A médica questionou os números divulgados pela China, epicentro da pandemia. Com uma população acima de 1,4 bilhão, o país asiático registrou menos de 4.000 mortes.

“Esse número é bastante estranho, quando a gente olha o tamanho da população e o fato de que eles foram pegos de surpresa. Itália e Espanha apresentam números que aparentam ser mais reais”, explicou a cardiologista.

Ludhmila disse que os chineses contiveram o surto 2 meses depois da divulgação. A pandemia foi anunciada em janeiro e estabilizada em março. Replicando a linha do tempo para o Brasil, a médica projeta o pico de casos para o fim de abril ou começo de maio. Até julho, a curva deve ser achatada.

“Depende do comportamento da sociedade quanto ao isolamento”, ponderou a médica. 

LIÇÃO PARA O BRASIL

A cardiologista afirmou que a pandemia trará lições positivas para a sociedade brasileira. Uma delas é a solidariedade e a união entre as pessoas. A 2ª lição citada pela médica é a maior valorização da saúde. Tanto por civis quanto governantes.

Teremos 1 novo normal, disse a pesquisadora. De olhar para todas as pessoas de maneira igual. Ludhmila afirmou que a condição econômica não mudará em nada, pois a pandemia vem mostrando que pode faltar atendimento para todo mundo.

“Nós teremos, possivelmente, grandes aprendizados, que nós não gostaríamos que tivesse sido assim. Mas, sem dúvida, vem disso uma sociedade melhor”, finalizou a médica Ludhmila Hajjar.

Assista ao trecho (1min10s):

QUEM É LUDHMILA HAJJAR

Ludhmila Abrahão Hajjar, 42 anos, é cardiologista, pesquisadora e diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Também é professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Passou pelos principais hospitais do Brasil. Liderou centenas de pesquisas e artigos científicos. Foi coordenadora no Incor (Instituto do Coração) e no Icesp (Instituto do Câncer). Teve sua tese de doutorado publicada no Journal of American Medical Association.

PODER EM FOCO

O programa semanal, exibido aos domingos, sempre no fim da noite, é uma parceria editorial entre SBT e Poder360. O quadro reestreou em 6 de outubro, em novo cenário, produzido e exibido diretamente dos estúdios do SBT em Brasília.

Além da transmissão nacional em TV aberta, a atração pode ser vista nas plataformas digitais do SBT Online e no canal do YouTube do Poder360.

Eis os outros entrevistados pelo programa até agora, por ordem cronológica:

Poder360

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