(foto: Nelson Almeida/AFP)

O Ministério da Saúde informou, na noite deste domingo, que mais 1.382 pessoas entraram na lista de óbitos por coronavírus no Brasil nas últimas 24 horas. Ao todo, 37.312 pessoas já perderam a vida por complicações da doença no país, que também contabiliza 685.427 ocorrências da enfermidade, sendo 12.581 novos casos. O governo, que há dois dias havia começado a divulgar os dados sem os índices totais, recuou e voltou a informar as estatísticas brutas da doença.

Na última sexta-feira, o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde estava com menos informações, como o número total de mortes e de casos confirmados de coronavírus. Logo em seguida, o site do Ministério da Saúde com os dados entrou em manutenção, voltando ao ar por volta das 16h de sábado com várias alterações.
A página passou a contar apenas os números de casos e óbitos registrados nas últimas 24 horas, sem os dados totais da doença no país, que tiveram de ser somados pela reportagem. Também não estão presentes os gráficos que detalhavam a situação da doença em território nacional.

O Brasil chegou a ser excluído da plataforma da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, que abriga dados globais do coronavírus. No entanto, a instituição retornou com os índices brasileiros e afirmou que divulgaria as estatísticas defasadas, até que o site do Ministério da Saúde voltasse ao normal.
Diante da ausência de números, fontes alternativas começaram a surgir na internet, como a plataforma gerenciada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Quem também lançou uma base de dados sobre a COVID-19 no Brasil foi o ex-Secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, que prometeu atualizar o site de hora em hora, com números obtidos direto das secretarias estaduais de saúde do país.

A omissão de dados do Ministério da Saúde chegou a entrar na mira da Procuradoria Geral da República (PGR) que, na noite do último sábado, abriu investigação para apurar as mudanças determinadas pelo Palácio do Planalto à pasta. A PGR deu 72 horas para que o governo esclareça os motivos da mudança.

Outra polêmica sobre a divulgação dos dados oficiais está no horário. O governo Bolsonaro havia informado que os números seriam liberados às 22h para ‘evitar subnotificação’. Mas neste domingo, o boletim foi levado a público por volta das 21h20. Na sexta, o presidente Jair Bolsonaro havia ironizado a TV Globo por não conseguir noticiar as estatísticas brasileiras no Jornal Nacional.

Estado de Minas 

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