Foi muito mais do que aquele dia em que deu tudo certo para um lado, e errado para o outro. Foi o dia em que o líder do Campeonato Brasileiro perdeu o rumo. Em atuação impecável, o Bragantino aproveitou um São Paulo completamente perdido e enfiou 4 a 2 em Bragança.  O Massa Bruta chega a 34 pontos e abre seis para o Vasco, que abre o Z4.

Já o Tricolor segue na ponta, com 56, mas sofre um abalo e tanto.   São Paulo perde o rumo Fernando Diniz demorou segundos para chamar a atenção de sua equipe. A sensação do treinador, de que as coisas não correriam como o esperado, se confirmou.  Foi o Bragantino quem procurou jogar no início da partida, e não levou muito para o gol sair.

Logo aos três minutos, Daniel Alves acabou vacilando na saída de jogo, Claudinho aproveitou, arriscou e mandou para a rede.  O São Paulo tinha mais problemas que o costume. Os erros na saída de bola iam desde a movimentação para criar linhas de passe até a execução técnica de um passe ou lançamento.

O Massa Bruta pressionou com linhas altas.  Aos 13 minutos, Dani Alves errou de novo, e o Braga não perdoou. Claudinho dessa vez deixou o gol com Raul, que avançou sozinho e tirou de Volpi para aumentar a vantagem da equipe da casa.  O Tricolor buscou uma reação rápida após um início desastrado. Tchê Tchê ficou com sobra de cruzamento de Dani Alves na área e conseguiu descontar.

Mas quando não é dia…  A empolgação são-paulina não durou muito. Aderlan cobrou falta na área e Fabrício Bruno ganhou no alto para abrir 3 a 1. Para o desespero de Diniz…  Até os 30 minutos, o Bragantino teve ao menos três boas chances de aumentar a vantagem. O São Paulo tinha mais a bola, mas assustava com menos frequência. E errava bem mais…

A equipe do Morumbi, que ainda teve um gol de Brenner anulado, acabou indo ao intervalo goleada. Depois de ameaçar aos 43, Artur recebeu após nova roubada no campo de ataque e deslocou Volpi para fazer o 4 a 1.  O massacre de Bragança Paulinho Bóia e Léo foram a resposta de Diniz para o péssimo desempenho da equipe no primeiro tempo.

O treinador queria não só uma melhor saída de bola, mas uma maior objetividade no ataque.  Só que parecia mais fácil o Bragantino chegar ao quinto gol do que o São Paulo ao segundo. Artur ameaçou primeiro e Claudinho, cara a cara com Volpi, parou no goleiro. Volpi se agigantou de novo aos 12, dessa vez parando Artur.

Além de tecnicamente fazer uma partida pavorosa e taticamente apresentar muitos problemas, o psicológico do Tricolor afundou o time. Tchê Tchê, por cotovelada em Cuello, acabou expulso.  O Tricolor teve de contar com Volpi para não passar por um vexame ainda maior. Aos 22, o goleirão pegou tentativas de Cuello e Edimar.

O goleiro nada conseguiu fazer na cabeçada de Hurtado, mas contou com a sorte: a bola foi na trave.  Se tivesse apertado mais, o Bragantino poderia ter terminado o jogo com um placar ainda mais volumoso. E mesmo o gol polêmico e esquisito de Carneiro nos acréscimos não mudou os fatos: houve um massacre em Bragança. E o líder perdeu o rumo…

O Gol 

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