Em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (04/05), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou Rolando Alexandre de Souza para assumir o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

Rolando substitui Mauricio Valeixo, exonerado do cargo há mais de uma semana. Desde então, o cargo na PF estava vago.

A escolha de Rolando para comandar a PF ocorre após Bolsonaro nomear o delegado Alexandre Ramagem para a instituição.

A nomeação de Ramagem foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na madrugada de terça-feira (28/04). No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a nomeação fosse suspensa.

No mesmo dia, horas depois, Bolsonaro tornou sem efeito a nomeação do delegado à PF, além de também cancelar a exoneração de Ramagem como diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – ou seja, ele retornou ao cargo de chefe da Abin.

Uma das argumentações que sustentam a decisão de Moraes é a declaração do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o mandatário do país pretendia “colher informações de investigações em andamento” na PF.

Durante cerimônia de posse dos novos ministros da Justiça e Segurança Pública e da AGU, realizada na semana passada, Bolsonaro afirmou que “brevemente” concretizará o “sonho” de empossar o delegado Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal.

Ao chegar no Alvorada, no mesmo dia, Bolsonaro garantiu que o governo vai recorrer e que ele voltará a nomear o delegado para chefiar a PF.

“Eu quero o Ramagem lá [na PF]. É uma ingerência, né? Quem manda sou eu. Vamos fazer tudo para o Ramagem. Se não for, vai chegar a hora dele, e vamos colocar outra pessoa”, declarou Bolsonaro na ocasião.

Escolha de Ramagem
O delegado Alexandre Ramagem havia sido escolhido para substituir Maurício Valeixo no cargo de diretor-geral da PF – este último indicado pelo ex-ministro Sergio Moro.

A troca, segundo Bolsonaro, foi feita porque o presidente queria ter alguém da confiança dele no comando da PF.

A mudança à frente da instituição fez com que Moro pedisse demissão do Ministério da Justiça na última semana. No discurso de despedida, o ex-ministro afirmou que Bolsonaro estava interferindo politicamente na PF. O presidente nega.

Após as acusações feitas pelo ex-ministro, o STF autorizou a abertura de um inquérito para investigar os fatos narrados e as declarações feitas por Moro. O relator do caso é o ministro Celso de Mello, que atendeu pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

No último sábado, Moro prestou depoimento à PF no âmbito do inquérito da Suprema Corte. Por mais de oito horas, o ex-ministro reforçou as acusações antes feitas, além de apresentar novas provas aos investigadores.

Perfil
[Perfil do novo diretor-geral]

Metrópoles 

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