(crédito: Reprodução / TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (17/9) que caso o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes fosse indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) votaria contra o novo marco temporal em discussão na Corte. A declaração ocorreu durante a cerimônia de lançamento do Projeto Pró-Águas Urucuia, em Arinos (MG).

“O nosso embaixador das águas, meu velho colega de parlamento, deputado no meu partido na época também, Progressista. Hoje dá um exemplo para todos nós. Ele é ministro do TCU, mas também um produtor rural e, como tal, se preocupa com a preservação e com o futuro do seu país. O agronegócio nos orgulha, o agro não parou. O agro, além da garantia alimentar no Brasil, exporta comida para mais de 1 bilhão de habitantes ao redor do mundo”, afirmou Bolsonaro.

E emendou: “Tenho certeza, se o Augusto Nardes fosse ministro do STF, ele votaria contra o novo marco temporal que está em discussão no momento naquela corte maior do nosso país. O produtor rural tem que se preocupar com isso. Esse novo marco não só abala o nosso agronegócio, bem como coloca em risco a segurança alimentar no Brasil e no mundo como um todo.

Segundo Bolsonaro, aos poucos, “tudo pode ser renovado”. A fala do presidente ocorre em meio às resistências em torno do nome de André Mendonça para o cargo de ministro no STF. Apesar de sinalizar que não pretende desistir da indicação do ex-advogado-geral da União para a 11ª vaga na Corte, o mandatário vem recebendo sugestões de outros nomes que podem substituir o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública caso precise recorrer a um plano B. Um dos candidatos preferidos do presidente da República é Augusto Aras, recém-reconduzido à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Verde e amarelo

Ainda segundo o presidente, “cada vez mais se nota no Brasil a predominância do verde e amarelo sobre o vermelho”, disse, em referência ao partido da oposição, o PT.

“O nosso governador (Romeu) Zema acabou de anunciar um veto a um projeto votado na sua assembleia (banheiro para sexualidade neutra), afinal de contas temos que nos unir. Não podemos aceitar a política da esquerda de nós contra eles, de homo contra héteros, de brancos contra afrodescendentes, de nordestinos contra sulistas, de homens contra mulheres, ricos e pobres, de patrões contra empregados. Somos um só povo. Vejo também Zema falar em agregar valor. Saibam os senhores que um país que não produz um pé de café sequer é o que mais ganha com café no mundo. Como nós temos a mina de nióbio em Araxá, não podemos continuar simplesmente exportando in natura esse mineral tão importante, tão valioso, que praticamente só existe aqui no Brasil”, concluiu.

Correio Braziliense 

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