247 – Jair Bolsonaro, acompanhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros chefes de ministérios foi ao Congresso Nacional no início da noite desta terça-feira (23) entregar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o texto da Medida Provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras.

Bolsonaro foi aconselhado a dar encaminhamento à MP para desviar a atenção acerca da polêmica troca na presidência da Petrobras, que derrubou o Ibovespa na segunda-feira (22). No ato simbólico desta terça-feira, Bolsonaro fez um breve discurso, no qual se confundiu, trocando “privatização” por “capitalização”. “Estou tendo a grata satisfação de retornar a essa Casa, já trazendo uma medida provisória que visa a capitalização do sistema da Eletrobrás. Então, a Câmara e o Senado vão dar a urgência devida da matéria, até por ser uma MP, e a nossa agenda de privatização – essa MP não trata disso, hoje em dia – mas a nossa agenda de privatização continua a todo vapor. Nós queremos, sim, enxugar o Estado, diminuir o tamanho do mesmo, para que nossa Economia possa dar satisfação, a resposta que a sociedade precisa”, falou.

Lira, por sua vez, afirmou que a Câmara irá se esforçar em votar reformas nos próximos dois meses.

A privatização da Eletrobras vem sendo discutida desde 2017 pelo então presidente Michel Temer.

Ex-presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) utilizou o Twitter para protestar contra a MP: “pura enrolação”.

Brasil 247

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