Edifício-sede do Banco Central, em BrasíliaSérgio Lima/Poder360

O BC (Banco Central) trabalha para viabilizar pagamentos digitais mesmo quando não há acesso à internet. A ferramenta deve estar disponível no Pix a partir do 4º trimestre de 2021 e também por meio do real digital, previsto para 2022 ou 2023.

O Pix já foi usado por 46% da população adulta e só perde para os cartões na preferência dos brasileiros. Porém, ainda tem uma limitação: só pode ser usado quando o consumidor está conectado à internet. Por isso, o BC colocou o Pix Off-line na agenda evolutiva do sistema de pagamentos instantâneos.

Nesta semana, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o Pix poderá ser usado quando não há acesso à internet por meio de um cartão físico. A ideia é que o consumidor aproxime o cartão do celular para carregá-lo e poder usar o saldo em momentos off-line.

Os pagamentos offline, contudo, serão aperfeiçoados quando a autoridade monetária concluir o plano de emitir o real digital. O Poder360 apurou que o Pix offline fará a transação e depois checará se havia dinheiro na conta. Com a moeda digital, a compensação será instantânea.

No caso do Pix, pagamentos offline de baixo valor, como o de um ticket de passagem no metrô, serão confirmados assim que a pessoa voltar a ficar on-line. Se pagou sem ter o dinheiro na conta, o usuário terá um problema de crédito com o banco que é correntista

Já a moeda digital terá ferramentas de criptografia offline que permitirão a confirmação da operação no momento que a pessoa estiver desconectada. O pagamento será concluído na hora e não poderá ser contestado depois. Sem dinheiro em conta, o pagamento não será processado.

Mas há um problema nisso: viabilizar que hackers não quebrem a segurança de criptografia. É mais fácil checar as transações quando a pessoa está on-line. As barreiras de segurança da criptografia off-line precisam estar preparadas para que pessoas não utilizem mais dinheiro do que têm disponível. Além disso, o real digital deve ser uma realidade apenas em 2022 ou 2023.

O BC divulgou em 24 de maio as diretrizes gerais do potencial desenvolvimento de uma moeda digital do Brasil. A ideia é discutir o assunto com o setor privado para avançar na emissão de uma moeda digital que seria uma extensão do real e poderia ser usada no varejo.

A ideia de emitir uma moeda digital no Brasil é assunto de um grupo de trabalho no BC desde 202o e, segundo já indicou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, poderia virar uma realidade em 2022.

Poder360

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