Bahia toma virada do Ceará e se complica para jogo de volta do Nordestão

Com um segundo tempo apagado, o Bahia perdeu para o Ceará na tarde deste sábado, 1º, no estádio de Pituaçu, no jogo de ida da decisão da Copa do Nordeste. O Esquadrão até saiu na frente, mas viu o Vozão empatar ainda no primeiro tempo, virar e ampliar a vantagem na etapa final. Os gols do duelo foram anotados por Fernandão, para o lado Tricolor, enquanto Fernando Sobral, Cléber e Matheus Gonçalves deram a vitória ao Ceará.

A derrota em 3 a 1 faz com que o Bahia precise, no jogo de volta, vencer por três ou mais gols de diferença, caso queira levantar a ‘orelhuda da Lampions League’. Caso o triunfo seja pela diferença de dois gols, o título do Nordestão será decidido nas cobranças de pênalti.

Neste domingo, 2, o Bahia ainda terá um novo desafio. Pelo Baianão, a equipe de Roger Machado terá que concretizar a vaga para a final do campeonato estadual diante da Jacuipense. No primeiro jogo, o Esquadrão venceu o time de Riachão do Jacuípe pelo placar de 2 a 0.

Início apertado

O duelo começou bastante pegado e com pouquíssimas chances claras de gol. A primeira oportunidade só aconteceu aos 17 minutos, após Élber dar boa arrancada, tabelar com Fernandão, mas finalizar muito mal.

Pouco mais de sete minutos depois, aos 25, o Esquadrão conseguiu abrir o placar. Flávio desarmou Fabinho e colocou em profundidade para Fernandão, que bateu cruzado e deixou o goleiro Fernando Prass batido no lance.

O Tricolor não teve nem tempo de comemorar, pois a reação do Ceará foi quase que imediata. Aos 27, em bola recuada na defesa do Bahia, Capixaba e Anderson bateram cabeça e a bola sobrou limpa para Sobral só ter o trabalho de empurrar para o gol e empatar a partida.

Aos 35, o Bahia subiu novamente. Fernandão fez belo pivô para Rodriguinho finalizar de canhota, mas o arqueiro do Vozão estava bem no lance para defender com segurança. O Ceará tentou responder cinco minutos depois, aos 40: após cobrança de escanteio, a bola ficou no bate-rebate dentro da área e sobrou com Vina, que finalizou pra fora.

Com o placar igual, as duas equipes foram para o vestiário com o intuito de definir o confronto na segundo tempo e sair com a vantagem para o duelo de volta. E a etapa final começou realmente melhor. Logo aos 3 minutos, João Pedro avançou pelo meio e tocou para Flávio, que cruzou fechado na área alvinegra e fez Fernando Prass sair do gol para espalmar.

Apagão Tricolor

A resposta do Vozão apareceu com pouco mais de três minutos. Aos 6, Bruno Pacheco tabelou com Leandro Carvalho e finalizou para boa defesa de Anderson. Na segunda subida do Ceará, aos 11, o Esquadrão não conseguiu segurar. Após boa subida da equipe cearense, Pacheco colocou na cabeça de Cléber que, com seus 1,99 m de altura, só teve o trabalho de cabecear para o fundo das redes, virando a partida no estádio de Pituaçu.

O Tricolor pareceu acusar o golpe, após o tento marcado pelo Alvinegro. Os lances mais incisivos começaram a ser do lado do Vozão e a equipe de Roger Machado apresentava dificuldades para construir jogadas no seu campo ofensivo. Aos 21, Luiz Otávio desarmou Rodriguinho, a bola sobrou pra Vina, que finalizou para fora.

Se o cenário já não fosse ruim o suficiente, Anderson tenta sair jogando aos 27 minutos e chuta em cima de Fernando Sobral. O meia domina e manda direto para o gol, mas o arqueiro do Bahia se recuperou e caiu para espalmar.

No lance seguinte, Mateus Gonçalves recebeu dentro da área do Bahia, cortou para o meio e chutou para o gol, ainda desviou no meio do caminho e enganou Anderson. O árbitro chegou a assinalar impedimento mas, após analisar com o árbitro de vídeo, o terceiro gol do Ceará foi validado, complicando a vida do Tricolor.

Último suspiro

Com o ‘alerta vermelho’ ligado, o Bahia precisou avançar suas linhas e tentar, pelo menos, tirar a diferença para o jogo de volta. Aos 40, em cruzamento vindo pela direita, Fernandão caiu na área e ficou na bronca com a arbitragem, pedindo pênalti. No lance seguinte, em bola alçada na área do Ceará, Fernandão trombou com Fernando Prass e fez a falta.

Com dois gols a menos no placar, Roger Machado até tentou colocar o time mais pra frente. Sacou o meia de criação, Rodriguinho, para dar lugar ao jovem atacante Saldanha. No entanto, a equipe baiana continuava com dificuldade na construção de jogadas, principalmente no último passe.

O último suspiro Tricolor veio aos 49, após Élber puxar ataque rápido e a bola ficar limpa com Juninho Capixaba pelo lado esquerdo. O lateral fez que iria jogar a bola na área, mas mandou direto nas mãos do goleiro Fernando Prass. Assim, o juiz Wagner Reway apitou o fim da partida e deixou o Bahia em uma situação delicada para o jogo de volta.

*Sob supervisão da editora Thaís Seixas

A Tarde

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