O Globo

Jake Davidson, autor de massacre na Inglaterra

O autor de um massacre em Plymouth (Inglaterra) era um “celibatário involuntário”, de acordo com o “Sun”. Jake Davidson, de 23 anos, abriu fogo e matou cinco pessoas, incluindo uma criança, na tarde de quinta-feira (12/8). O britânico se matou em seguida.

Em vídeos no YouTube, Jake narrava como “estava ficando cada vez mais feio” e “havia sido derrotado pela vida”. O perfil do britânico na rede revela que ele tinha fixação por armas e mantinha discurso de supremacia masculina e misoginia. Em uma das postagens recentes, Jake, que tinha licença para portar arma, finalizou dizendo: “Eu sou um Exterminador”.

Duas semanas atrás, Jake falou sobre como era difícil “ter força de vontade” quando “a vida nunca o recompensou”. O britânico também afirmou que não falava com uma garota desde os 18 anos e disse que estava “consumindo a overdose de blackpill” (o termo em inglês se refere a uma crença de que o sucesso com o sexo oposto é determinado pela genética).

A comunidade dos “celibatários involuntários” (também chamados de “virgens solitários”), conhecida como incel (expressão formada pelas sílabas iniciais de “celibatário involuntário” em inglês), é formada predominantemente por homens que nutrem raiva das mulheres. Membros do grupo, “procuram cometer violência em apoio à sua crença de que as mulheres lhes negam injustamente atenção sexual ou romântica à qual acreditam ter direito”, confirme um relatório policial apontou.

No mês passado, um jovem de 21 anos, que se define como um incel, foi preso acusado de planejar matar cerca de 3 mil pessoas em Ohio (EUA). Ele definia o plano como um “grande objetivo”.

A incel ganhou os holofotes quando Elliot Rodger, estudante de origem britânica matou seis pessoas e feriu outras 14 em ataque a uma fraternidade da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, em 2014. Elliot, de 22 anos, matou-se em seguida.

O caso serviu de influência ao massacre de 10 pessoas em 2018 no Canadá, quando Alek Minassian jogou uma van contra multidão. No Facebook, ele postava mensagens de apoio ao incel.

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