Câmara em Foco

Assassinato do jornalista Paulo Brandão completa 41 anos

Legado do jornalista, morto no dia 13 de dezembro de 1984, reforça a importância da liberdade de imprensa e a busca por justiça


Folha do Jornal Correio da Paraíba noticiando a morte de Paulo Brandão, em 13 de dezembro de 1984 — Arquivo / Correio da Paraíba

O jornalismo é construído por quem conta, quem contou e por quem contará, sempre pensado no presente com um olhar para o futebol, mas sem se esquecer do passado. O passado que ajudou a contar. E neste dia 13 de dezembro, a história do jornalismo relembra uma das perdas irreparáveis: a morte do jornalista, advogado e empresário Paulo Brandão, friamente assassinado a tiros em João Pessoa.

Neste dia, em 1984, o profissional foi baleado com mais de 30 disparos de metralhadoras e pistolas quando saía do prédio da antiga fábrica Polyutil. À época, local onde funcionava um escritório do Sistema Correio de Comunicação.

Mesmo 41 anos após o ocorrido, o crime é um dos mais violentos já registrados contra a imprensa paraibana. Um crime contra a liberdade de imprensa. Premeditado.

Na sequência do assassinado, a linha de investigação apontava para a ideia de que a morte de Brandão teria sido planejada. O caso parou nas mãos da Polícia Civil e, posteriormente, sem o avançar do inquérito, ficou a cargo da Polícia Federal. A partir daí, com o avanço da investigação, o órgão confirmou que a metralhadora usada no crime pertencia ao Palácio da Redenção.

Embora a condução do caso na linha investigativa tivesse avançado, o ocorrido ficou durante muito tempo nos tribunais.

Paulo Brandão foi metralhado no momento em que saía de fábrica — Acervo/Jornal Correio da Paraíba

Dos acusados

Ao todo, quatro policiais militares foram indiciados pelo assassinato do jornalista Paulo Brandão, sendo eles: José Geraldo Soares de Alencar, o coronel da Polícia Militar conhecido como “Coronel Alencar” e chefe da Casa Militar do Governo do Estado à época; Manoel Celestino da Silva, o sargento; Edilson Tibúrcio de Andrade, o subtenente; além de José Alves de Almeida, o cabo, também conhecido por “cabo Teixeira”.

De acordo com a investigação, o responsável por planejar o crime foi o coronel Alencar, condenado a 20 anos de prisão. Os demais envolvidos, o sargento Manoel Celestino, um dos executores, pegou a pena de 23 anos prisionais; enquanto o subtenente Edilson foi condenado a 15 anos.

Em contrapartida, cabo Texeira ficou foragido durante anos. O acusado escapou da prisão e, somente em 2010, 26 anos após o assassinato, a Justiça julgou o envolvido. Na ocasião, o policial estava ausente, e o resultado foi favorável a ele, pois o crime já havia prescrito por causa da idade avançada do réu — 74 anos.

Do legado

O jornalismo é construído por quem conta, quem contou e por quem contará e, por isso, mesmo mais de 40 ano

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