O Palmeiras tentou de todas as formas negociar Miguel Borja, e ainda não desistiu da ideia. Sem propostas, no entanto, o atacante foi reintegrado ao grupo alviverde e está disponível para Abel Ferreira. Um reforço pouco desejado, mas com um desempenho recente de dar esperanças ao torcedor, com título, artilharia e retorno à seleção colombiana.

É impossível não levar em consideração o investimento realizado pelo Palmeiras ao analisarmos o desempenho de Borja no Palmeiras. O esforço feito pelo clube foi imenso – R$ 33 milhões e o título de jogador mais caro da história alviverde.

Um valor que fez parecer muito pouco seus 36 gols em três temporadas, com o melhor desempenho em 2018, com 20 gols em 44 jogos. Questionado por torcedores e sob a pressão de não ter cumprido com as expectativas, altas, Borja se esforçou para voltar a Colômbia para tentar reencontrar a felicidade no futebol. O Junior Barranquilla, time pelo qual torce, foi o destino escolhido. Uma decisão que fez bem ao atleta.

O impacto no Junior foi imediato. Na disputa do Colombiano, Borja foi não apenas o artilheiro do clube, mas do campeonato. Foram 14 gols em 23 jogos, um a cada 97 minutos em campo. O atacante sobrou em relação aos adversários. No caminho, o Junior acabou por esbarrar no América de Cali e caiu nas semifinais para o que seria o campeão do torneio.

No entanto, o time levou a melhor em outra decisão contra o América: a da Supercopa. Borja marcou um dos três gols da vitória por 3 a 2 no agregado, no seu primeiro título pelo clube de infância. Ao fim da primeira temporada, Borja era dono de 21 gols em 37 jogos.

Desempenho superior ao de 2018 no Palmeiras e, na realidade, só abaixo do ano que o levou ao Brasil, quando marcou 39 gols em 51 jogos. Borja seguiu em grande forma na temporada seguinte. Foram mais 14 gols em 22 jogos disputados e outra disputa de artilharia

– atualmente divide o posto com Rony, Hulk e Gabriel Barbosa na Libertadores. Um posto que dificilmente manterá, já que não disputa mais o torneio. O Junior tentou de todas as formas convencer o Palmeiras a liberar Borja, mas não houve acordo financeiro.

O atacante teve de abandonar o clube antes do fim do colombiano, perdendo a chance de brigar por nova artilharia – ficou três gols abaixo de Duque, Uribe e Herazo, todos com mais jogos que ele. O Junior caiu nas semifinais mais uma vez, sem seu principal goleador. Borja, ao menos, conseguiu realizar outro sonho: disputar a Copa América.

Depois de quase três anos afastado, o atacante voltou a ser convocado para a seleção colombiana e esteve em campo em sete partidas do torneio continental, terminando com o terceiro posto. Em alta novamente, Borja garantiu voltar ao Palmeiras mais maduro e preparado.

Com 28 anos, ainda vive o auge da carreira e pode ser uma opção para Abel Ferreira, que apostou recentemente em outro retornado para ser titular no ataque – Deyverson. Deyverson que é dono de apenas 26 gols em 113 jogos pelo Alviverde, números inferiores ao do colombiano.

O Gol 

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